"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

terça-feira, agosto 22, 2017

Onde estão os Mestres?

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- Núcleo -

Encarnações da Divindade!

No Núcleo é dito: Perceba, desfrute e compartilhe. 

Por que os Mestres compartilharam suas percepções divinas? 

Porque as tendo eles as desfrutaram!

E viram que é bom! 

É bom viver em consciência de unidade com algo mais que a simples percepção da mente de nossos personagens.

Assim, por ver que é bom eles compartilharam suas percepções, que aparecem como escritos ou ensinamentos espirituais.

O que se segue é um excelente exemplo de uma dessas percepções compartilhadas, pois está escrito: 

"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

O que está EM nós é a Consciência do Ser Real, é Quem Somos!

O que está no mundo (voltada em direção ao mundo, que é uma representação) é a mente do personagem, que estamos sendo. 

Os Mestres "percebem" a Realidade de Quem Somos;

E a "desfrutam" {desfrutam esta percepção da realidade divina subjacente à representação}.

E a "compartilham" {compartilham a percepção da realidade}. 

Onde estão os Mestres?

Uma resposta assimilável pela mente seria: Em nós! 

Contudo, a real resposta não é o tipo de resposta assimilável pela mente, mas sim uma percepção

A percepção de que o Mestre está Em nós! 

Essa percepção de que o verdadeiro Mestre está Em nós não é assimilável pela mente. 

Apenas a percepção do próprio Mestre Em nós percebe o Mestre em nós!

Por isso Jesus compartilhou a seguinte percepção: "Eu Sou o Caminho, A Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim."

Do ponto de vista da mente, que percebe de forma dual e julga, esta percepção compartilhada por Jesus pode dar a entender que Ele se separou de todos, e que é o único Caminho, a única Verdade e a única Vida. E ainda, que é o Filho único de um Pai somente seu.

Contudo, o equívoco de uma interpretação mental deste tipo é que o que Jesus compartilhou foi uma percepção espiritual. E como está escrito: "As coisas espirituais se discernem espiritualmente." Sendo assim, espiritualmente a percepção da Consciência é unitária e não dual, como é a percepção mental. Portanto, o que Jesus de fato fez foi compartilhar a percepção de Quem Ele É para que nós também possamos perceber Quem Somos!

O que Jesus percebeu, desfrutou e compartilhou foi que: Eu e o Pai somos Um; E Quem Eu Sou é o Caminho, A Verdade e a Vida. Ninguém vem a Quem Eu Sou senão por Quem Eu Sou. Em outras palavras: Ninguém vem a [ninguém vem a perceber] Quem Eu Sou [que Eu Sou o Pai] senão por Quem Eu Sou [senão pela percepção do próprio Ser que Eu Sou, que é o Caminho, a Verdade, a Vida]. 

Jesus orou para que sejamos Um [para que tenhamos a percepção dessa Unidade] com Pai assim como Ele a tem; e compartilhou o que está expresso em João, 17;8-11:

"Pois Eu compartilhei com eles as palavras que me deste, e eles as aceitaram. Eles reconheceram, de fato, que vim de Ti e creram que me enviaste. Eu rogo por eles. Não estou orando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus. Tudo o que tenho é teu, e tudo o que tens é meu; e neles Eu Sou glorificado. Agora, não ficarei muito mais no mundo, mas estes ainda estão no mundo, e Eu vou para Ti. Pai santo, protege-os em Teu Nome, o Nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um."

Assim seja!

Namastê.



domingo, agosto 20, 2017

Onde está Jesus?

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Onde está Jesus ?

Para a percepção mental, para a qual existe tempo e espaço, Jesus viveu há dois mil anos e foi condenado a morte por crucificação. Mas, o Cristo que ele personificou é imortal; Ele é a Consciência de Deus em nós. Cristo está vivo em nós! A percepção de Deus em nós nos torna conscientes da condição de "Filhos de Deus", como Jesus Cristo referia a si mesmo. 

Ele expressou de várias formas e muitas vezes essa percepção de que Deus está em nós.
Para ativarmos essa percepção é preciso desejarmos estar com a atenção voltada para a realidade divina em nós. Na Bíblia está escrito: "Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, cogitam das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, dá para a vida e paz." (Rm 8.6). Assim, nossa atenção pela realidade humana, as preocupações do mundo, a realidade percebida pela mente, nos induz a estarmos inconscientes da realidade divina da qual somos expressão. Isso é o que dá para a morte. Em realidade estamos em Deus, somos a evidência da presença de Deus. Essa é a percepção que "dá para a vida e paz".

A percepção da mente do personagem, que estamos representando, nos faz acreditar na verdade de que "somos do mundo"...  Contudo, a percepção da Consciência do Ser, que realmente somos, nos faz conscientes da verdade de que nós deste mundo não somos.

Então, onde está Jesus?

Alguns dizem que Jesus foi o homem que morreu há dois mil anos e que tinha esse nome, e que Cristo foi o espírito de Deus que Se expressou através de Jesus. Essa é uma explicação mental. Contudo, nenhum homem tem vida em si mesmo. A vida é de Deus. O homem consciente desta realidade sabe que não tem vida separada de Deus.

Aquele que não está consciente desta realidade está condenado a viver a vida que imagina. A Bíblia chama a condição em que se encontram estas pessoas de "escravos do pecado"... Pecado é ignorar que o Espírito Santo existe e que está em nós, em nossa realidade divina. Estes que não ignoram esta realidade da verdade divina, são os chamados filhos de Deus. 

Na Bíblia está assim escrito: "Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis. Pois, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." (Rm 8.13-14).

Aqueles que interagem com o Espírito de Deus, que ouvem a voz da Consciência divina, e que a seguem, são os chamados filhos de Deus. É esse Espírito de Deus em nós quem nos conscientiza de que somos filhos de Deus. Na Bíblia revela que: "O próprio Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm 8.16). No Núcleo nós dizemos que: é a Consciência do Ser (Espírito) quem revela à mente do personagem (nosso espírito) o que realmente somos.

Então, voltando à questão inicial, onde está Jesus?

Jesus é o revelador da verdade de que o Espírito Santo, o Espírito de Deus, existe em nós! O que faz essa "mediação", essa "ponte" de percepção entre a realidade que vivemos, a realidade humana, que percebemos mentalmente, e a realidade divina, que podemos perceber consciencialmente, esse é Jesus, o Cristo, chamado "mediador entre Deus e os homens". Sem essa mediação, sem essa ponte de percepção entre as realidades, não acendemos à percepção de que Deus é a nossa verdade. É na dimensão consciencial que encontramos o Cristo vivo!

Para os homens, Jesus morreu há dois mil anos na dimensão humana percebida pela mente (mundo da representação). Mas, ele pessoalmente respondeu com ênfase que: "Antes que Abraão existisse Eu Sou". Jesus deixou claro que existia antes de Abraão, ou seja, ele existia antes de haver nascido como Jesus. Isto é real. Ele está em nós, na realidade da Consciência do Ser, que somos.

Para despertar a percepção consciencial precisamos ativar essa interação com o Cristo que vive em nós. Se não Ele continuará sendo um ponto inacessado em nossa consciência.

Essa interação se faz em três etapas: pelo silêncio, pela oração e pela meditação. Pela oração nós falaremos com Deus e pela meditação nós O ouviremos. Contudo, não devemos começar pelo fim, mas pelo início...

A primeira etapa fundamental é o silêncio. Trata-se de um tipo especial de silêncio, um silêncio contemplativo. Antes de falar com Deus, fique em silêncio, e conscientize-se do ato que está por fazer: Falar com Deus. Depois, ore. Das orações possíveis, escolha se possível a oração de agradecimento. Faça novamente silêncio. Ouça! Dê uma chance para que Deus fale com você. Medite. Meditar é perceber consciencialmente. Enquanto houver "vozes" falando com você, isso ainda não será a voz de Deus, mas apenas vozes mentais.

A voz de Deus tem a característica de ser inconfundível. Enquanto houver dúvidas tenha a certeza de que essa não é a voz de Deus. A "voz de Deus" nem sempre são "palavras". Ela se manifesta como uma percepção clara. Por exemplo, nesse exato momento Deus, a voz do Ser em Mim, me revela que este texto aqui é muito importante para alguém e que ele deve ser publicado.

Eu, o personagem, não teria necessidade alguma de estar enviando isso. Muitas vezes escrevo e não envio, apenas interajo com Deus, e me realizo simplesmente assim. Mas agora estou "consciente de que" (poderia escrever "estou ouvindo que", mas eu não ouvi nada, apenas "percebi" ) devo fazer isso, que devo compartilhar isso com alguém.  É assim que sigo, sem questionar, a "palavra de Deus", voz interna às vezes sem palavras.

Esse texto pergunta: onde está Jesus?  E cada um deve obter a resposta interna.


quinta-feira, agosto 17, 2017

Perceber "Quem percebe" em nós


- Núcleo -


Divinos personagens,

Cada detalhe de uma experiência consciencial tem um significado, nem sempre evidente no momento para a percepção ou visão mental, mas que no devido tempo acaba se revelando.

Sempre que percebemos “Quem faz”, e que percebemos “Quem percebe em nós”, nós nos tornamos conscientes de “Quem somos”.

Perceber "Quem faz" nos torna conscientes da onipresença divina, mas, “perceber Quem percebe em nós” nos torna conscientes de Quem Somos.

O Ser Real, Aquele Quem você realmente É, está te proporcionando esta percepção, a revelação de Sua real identidade.

Este é o sentido de “ir ao Núcleo”. É não apenas perceber “Quem faz” e “Quem aparece como”, mas também, é perceber “Quem percebe em nós”, para então nos tornarmos conscientes de “Quem Somos”. É por isto que “tudo é possível ao que crê”. O “crer”, em termos da linguagem usada no Núcleo é “perceber”, perceber isso tudo. Se soubermos Quem faz, tudo se torna possível, porque não é nosso eu, o personagem, a identidade humana, Quem faz. É o Ser.

Com esta percepção reflita sobre a afirmação: “Eu de mim nada posso, o Pai em mim é Quem realiza as obras.”

O seu verdadeiro Eu, que é também a identidade real de todos os seres, é o Ser impessoal, e tem usado muitas e variadas formas pra te fazer perceber que SEU EU REAL ESTÁ APARECENDO COMO! Você é tudo Aquilo que aparece “como”, em seu dia-a-dia, em seu sonho, em sua meditação...

Eu percebo Quem faz. Em minha mente não há dúvida a este respeito. Mas, sei também que Quem percebe em mim é a Consciência do Ser. A mente só vê de forma dual e não perceberia isto. A Consciência é a real “iluminada”, não é a mente do personagem, por isso nenhum personagem é o iluminado. Os iluminados sabem Quem faz; eles apenas despertaram esta percepção.

Certa vez o Masaharu Taniguchi disse: “Você não está Me vendo…”.

De que vale a opinião dos personagens sobre o mestre, que realizou Deus? Mentalmente ninguém pode saber Quem Sou, pois, enquanto personagem, os personagens não podem ver o Ser, só vêem seus próprios julgamentos, eles não transcendem os limites da percepção mental e só vêem a matéria, sem perceber o que há além das formas perceptíveis pelos cinco sentidos.

Se alguém analisou meu personagem certamente não percebeu Quem Sou e negou Minha mensagem. Os que se detém nas análises mentais sobre os personagens sempre se condenam a uma eterna visão mental da realidade. Eles continuarão acreditando que a lei da evolução é válida para o Ser, sem perceber que ela é válida apenas para os personagens. Eles continuarão a verem a si mesmos apenas como seres humanos, sem perceber que Deus os criou a Sua imagem e semelhança. Enfim, eles todos “terão razão”, no sentido de que estarão certos no nível dos raciocínios, mas não se realizarão. Realizar é desvelar a Consciência do Ser descartando os condicionamentos e perceber que Deus é quem está diante de você agora, “aparecendo como”, numa multiplicidade de seres e formas. Perceba isto, pois, “já é a hora”…!

Nas suas leituras em grupo das palavras do mestre ative esta percepção. Perceba Quem percebe em você. Nenhuma percepção consciencial ocorre no âmbito da mente. Faça isso para o seu próprio benefício e o de todos. Fazendo isso, sua busca por Deus revelará sua real identidade e te conduzirá de volta a você mesmo. Como está escrito: “ficareis perturbados, depois maravilhados; e por fim reinareis sobre o Todo”.

Por fim, sugiro a leitura da página 140 do livro A União Consciente com Deus (Joel Goldsmith), no ponto em que Goldsmith escreve: “antes que a luz da verdade descesse, eu acreditava que o eu visível era tudo o que existia para mim…”. Ele só percebia mentalmente, mas despertou a percepção consciencial. Por isso as palavras de Goldsmith, que vieram da Consciência interna do Ser, que ele é e que todos são, passaram a ser o livro de cabeceira dele mesmo. Ele percebeu Quem faz e manifestou sua união conscientemente com Deus. Sua real identidade se desvelou e o fez consciente de que é Um com o Ser. 

Não se esforce para perceber, apenas mantenha a disciplina e dê este passo! Por saber Quem faz, muitas coisas se tornam possíveis na realidade deste personagem. Quem faz me fez obter o afastamento do cargo atual e me deu suprimento para realizar um sonho de infância, que é pilotar helicóptero.

Digo isto para que você perceba que Quem faz também nos proporciona estas realizações humanas, como esta sua de ter um carro, da forma mais perfeita, sem que isto te desvie do seu caminho espiritual; ao contrário, usando estas realizações materiais pra te fazer consciente de “Quem faz”.

É isto, perceba “Quem percebe” em você e desfrute os frutos desta percepção. Saiba utilizar esses frutos para avançar em seu despertar consciencial, que te fará consciente de Quem em verdade você É.

Namastê.



terça-feira, agosto 15, 2017

Estar no mundo mas não ser do mundo

- Núcleo -


Divinos personagens,

Jesus orou assim: “Pai, não te peço que os tire do mundo mas que os livre do mal.”

Em termos da linguagem usada no Núcleo o “mundo” é a “representação divina”. Notem que Jesus não orou a Deus para que fôssemos tirados do mundo, ou seja, não orou a Deus para que fôssemos tirados da representação, mas sim para que fôssemos libertos do mal, que é o pecado (tsumi, envoltório, conforme ensina Masaharu Taniguchi). Ou seja, o pecado é a “visão encoberta”, que vê somente a representação divina e nos faz permanecer inconscientes da “realidade divina” que subjaz à “representação divina”. Se permanecermos apenas na percepção mental, que vê somente a representação, iremos apenas “reagir aos personagens ou ao cenário”, e não iremos “interagir com o Ser”, por permanecermos inconscientes de Sua presença e realidade (em tudo).

Assim, estejam no mundo mas não sejam do mundo! Em outras palavras, estejam na representação mas não sejam da representação... E para estarmos na representação mas não sermos da representação, é preciso estarmos “interagindo com o Ser” e não “reagindo aos personagens ou ao cenário”.

Uma correlação direta do que acaba de ser compartilhado está na Bíblia em Romanos, capítulo 8, no qual é ensinado que: “Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne e os que se inclinam para o Espírito, cogitam das coisas do Espírito.” 

A palavra “carne” diz respeito a tudo que se refere à “representação divina”, ou seja, ao mundo; e a palavra “Espírito” diz respeito a tudo que se refere à “realidade divina”, ou seja, a Deus. Assim, estarmos “no mundo” e não sermos “do mundo” significa que devemos “cogitar das coisas do Espírito”, ou seja, devemos “interagir com o Ser” e, que não devemos “cogitar das coisas da carne”, ou seja, não devemos “reagir aos personagens ou ao cenário”, porque é assim que a percepção mental se sustenta [reagindo aos personagens. Quando não reagimos ela se esvai e revela-se a face do Ser, o amor de Deus em nós]. Por isso Jesus ensinou que se alguém nos ferir a face devemos “oferecer a outra face” o que significa que devemos “não reagir a quem nos fere a face” e, mais que isso, devemos “oferecer a outra face”, a real face de Quem Somos, que é a compaixão, a bondade, a compreensão e o Amor!

No versículo 9 do capítulo 8 de Romanos está escrito que: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós.”. Ou seja, “Vós, porém, não estais na percepção mental (que cogita das coisas da representação e reage de forma inconsciente ao que acontece na representação), mas na percepção consciencial (que cogita das coisas da realidade divina e interage de forma consciente com Deus), se, de fato, o Espírito de Deus (a percepção da Unidade) habita em vós.”

Por isso está escrito: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo (a percepção da Unidade pela qual Jesus orou em sua oração sacerdotal) esse alguém não é dele.” E ainda está escrito: “Se habita em vos o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, este mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do Seu Espírito (que percebe a Unidade) que em vós habita.”             
Enfim, Filhos de Deus, estejam na representação mas não sejam da representação...

Namastê.


 

segunda-feira, agosto 14, 2017

O "Filho do Homem" já está no "Céu"!

- Núcleo - 


Este texto dAquele que “aparece como” Joel Goldsmith é absolutamente “nuclear” e contém a essência da revelação espiritual!

No ensinamento compartilhado no Núcleo esta mesma essência está contida na revelação: “Eu apareço como”.

Aquele que “aparece como” é nosso Verdadeiro “Eu”, nossa real identidade divina.

Podemos perceber este Eu.

Goldsmith revela que: “Quanto maior a percepção de Deus que você atingir, maior o grau de coisas e pessoas agradáveis que aparecerão no seu mundo exterior.” 

A sutileza está no fato de percebermos que é o próprio Eu Quem Se percebe!

O que acaba de ser revelado é a contribuição do ensinamento compartilhado no Núcleo sobre os ensinamentos espirituais! 

O homem quer perceber Deus mas ele não pode fazê-lo! Só Deus Se percebe!

Na linguagem bíblica isso está escrito assim: "Se, falando de assuntos da terra, não me credes, como crereis, se vos falar dos celestiais? Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser Aquele que veio do céu, a saber: o Filho do homem que está no céu." [João 3: 12, 13]

“Céu” é a Realidade Suprema.
“Terra” é a Representação Divina, e por isso é bastante realística.  

A real identidade do “Filho do Homem” é que ele é em verdade “Filho de Deus”. 

Essa é a essencial revelação de Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie. Como ensina Masaharu Taniguchi, a Terra é uma projeção do Mundo Verdadeiro [Jissô]. Essa projeção ocorre através de uma lente, que é a mente humana. Assim, dependendo da condição da mente, a projeção será distorcida e não refletirá o real!  

Para que a mente esteja limpa temos que perceber que o “Filho do Homem” já está no “Céu”. 

Para exemplificar: Masaharu Taniguchi usa a expressão “Buda fenomênico” e “Buda eterno”. “Buda fenomênico” corresponde a “Filho do Homem” e “Buda eterno” corresponde a “Filho de Deus”. O “Buda fenomênico” aparece na Terra [na Representação] como projeção do “Buda eterno”.

Não é possível ao “Buda fenomênico”, que é uma projeção, saber qual sua real identidade a partir de sua própria percepção. Esse é o ponto! 

Então surge a necessidade de o “Buda eterno” compartilhar Sua percepção de onde está [está no “Céu”].

Assim surgem na Representação os avatares, aqueles que percebem que o “Filho do Homem” é uma projeção do “Filho de Deus”, e que, portanto, o verdadeiro “Filho do Homem” está no Céu.

Na linguagem do Núcleo, que para fins didáticos usa a metáfora de Ator e personagem, é dito que a real identidade do personagem é o Ator. Assim, fica evidente que apenas o Ator percebe Quem ele É. O personagem não percebe que em verdade ele é o próprio Ator representando. 

Assim, ao revelar que: “Quanto maior a percepção de Deus que você atingir, maior o grau de coisas e pessoas agradáveis que aparecerão no seu mundo exterior”, Goldsmith está revelando o mundo exterior é uma Representação Divina que se torna mais agradável à medida em que atingimos a percepção de Deus. O ápice dessa percepção se dá com a percepção de que é Deus Quem Se percebe! Ele Se percebe em tudo. Por isso a essência dos ensinamentos espirituais da humanidade está contida na revelação: “Eu apareço como”.

Por isso a mente [do personagem], a mente do Filho do Homem [mente do Buda Fenomênico], que é a lente através da qual a projeção se dá, deve ser uma transparência para a Consciência [do Ser Real], para a Consciência do Filho de Deus [Consciência do Buda Eterno]. 

A mente do personagem [Filho do Homem] não perceberá que o Filho do Homem está no Céu! Apenas o “Filho de Deus” [a Consciência do Ser] percebe que o “Filho do Homem” está no Céu! 

Então, é preciso tirar o foco da percepção do personagem [tirar o foco da percepção da mente] e focar na percepção do Ator [focar na percepção da Consciência; “a percepção de Deus”].  

Goldsmith está revelando que isto é possível e que: “Quanto maior a percepção de Deus que você atingir, maior o grau de coisas e pessoas agradáveis que aparecerão no seu mundo exterior”

Essa revelação confirma esse ensinamento compartilhado no Núcleo:


“Eu apareço como; às vezes nem eu mesmo percebo, mas se você perceber já é o suficiente.”


Traduzindo:

“Eu [o Ser Real] apareço como [apareço na Representação Divina como alguém ou como algo]; às vezes nem eu mesmo percebo [nem “eu mesmo” referindo-se aqui ao eu do personagem], mas se você perceber [se você mesmo como um personagem perceber que sou Eu aparecendo como tudo] já é o suficiente [é o suficiente porque neste caso já não é o eu do personagem quem está percebendo, mas sim o Eu do Ser Real, que Se percebe como o Todo, como Onipresença]."

Namastê!


terça-feira, agosto 08, 2017

A "Visão do Mestre" está em nós!

- Núcleo - 


Divinos Amigos,

Um importante ponto a ser observado é que na Representação (na "terra", no "mundo fenomênico") Deus "aparece como" (Se revela como) cada um de nós!

Percebam que não há distância (no sentido de que não há separação) entre Deus e homem. O "Ser divino" e o "ser humano" são manifestações do "Ser". O que ocorre é que ser divino é ter Consciência de que somos o próprio Ser, ou seja, é ter a percepção de nossa unicidade com Deus; enquanto que ser humano é acreditar que somos separados do Ser.

Observem que a distância (a separação aparente) está apenas na visão. A visão do "ser humano" vela Unidade; a visão do "ser divino" desvela (revela) a Unidade. Assim, "ser divino" é perceber a Unidade que subjaz à multiplicidade.

Mas o que em nós percebe a unidade? 

Na metáfora de ator e personagem (que é a linguagem usada no Núcleo para explicitar as revelações espirituais), é a "Consciência" do ator que percebe a Unidade, que é a Realidade. A "mente" do personagem vê a multiplicidade, que é a Representação. 

Essa visão de que não há distância (de que não há separação) entre Deus e homem sempre foi enfatizada por todos os mestres da humanidade, que foram/são os personagens despertos, conscientes da real identidade de si mesmos. Jesus Cristo orou: "Pai, a minha vontade é que onde Eu estou (Ele está no Ser, está na Consciência Divina; está na visão da divindade) estejam todos os que me deste" (ou seja, estejam todos nesta mesma visão, neste mesmo referencial ou percepção). E completou assim: "Eu neles e tu em mim, para que sejam aperfeiçoados na Unidade". 

Masaharu Taniguchi disse: "cada um dos senhores é um Masaharu Taniguchi".
Sakyamuni disse: "Eu sou Buda e não há nenhum outro Ser além de mim." 

Ser um verdadeiro discípulo de qualquer um destes mestres é assumir seus ensinamentos como a Verdade revelada! 

O que compartilho a seguir é a quintessência de todo ensinamento espiritual. Aquele que assimilar este ensinamento perceberá sua Unidade com Deus e com todos os seres de todos os mundos! Viverá na "terra" com a Consciência de que está no "céu"! 

A "Visão do Mestre" está em nós! Essa é a Verdade! É o que todos eles revelaram. Mas há um detalhe essencial a ser notado.  A "Visão do Mestre" não está na mente do ser humano. A "Visão do Mestre" está na "Consciência do Ser"! Por isso na Bíblia está escrito que (foi compartilhada a percepção de que): "Nenhum homem jamais viu Deus.". E também está escrito  "Ninguém vai ao céu exceto Aquele que veio do céu."

É apenas a "Visão do Mestre" em nós que vai ao céu, porque é a "Visão do Mestre" em nós que vem do céu! 

A "visão da mente" do personagem são os pensamentos que estão na mente... estes não vão ao céu. Simples assim! 

Por isso é preciso aquietar a mente para ter a revelação divina (a percepção do alto, consciencial) de que: "Eu sou"

Na Bíblia está escrito que (ou seja, na Bíblia foi compartilhada a percepção): "Aquieta-te e saiba: Eu sou."

Porém, há "pensamentos" que nos elevam ao céu, mas estes não são "pensamentos da mente", são "pensamentos de Deus", são "percepções", são a "Visão do Mestre" em nós! Por isso é importante conhecermos os ensinamentos espirituais "do Mestre" para que possamos nos elevar do nível dos nossos pensamentos à "Visão do Mestre" em nós.  

Um passo importante no caminho espiritual é mantermos a humildade e reconhecer que é a "Visão do Mestre" em nós que nos conscientiza de nossa real identidade, de nossa Unidade com o Mestre! É importante a humildade porque à medida em que vamos assimilando os ensinamentos espirituais vamos nos considerando seres mais evoluídos que os demais seres... até nos conscientizarmos de que a "evolução" não é real e que ela existe apenas na Representação. Por isso os que tiveram a "experiência da iluminação", como Sakyamuni [o Buda], compartilharam a percepção de que: "Eu não sou um ser nascido neste mundo material, eu sou Buda e não há nenhum outro ser além de mim." 

Notem como Masaharu Taniguchi descreve o momento de seu despertar: 

"Até então, eu pensava que a mente fosse como um cavalo arisco, rebelde e imprevisível, e eu tinha a maior dificuldade em domá-la. Ouvindo a afirmação categórica de que “A mente também não existe!”, desmontei do cavalo arisco chamado “mente” e pisei no chão firme do mundo da Imagem Verdadeira (que no Núcleo é chamada de "Consciência do Ser"). 

Observem a seguir como Masaharu Taniguchi compartilha a mesma percepção de Sakyamuni! Ele descreve o seu despertar assim: 

"Naquele momento, compreendi claramente que a mente em ilusão é inexistente e, consequentemente, não existe também a “mente que alcança a iluminação por meio do despertar”. Compreendi que é um equívoco pensar que a mente em ilusão evolui, alcança a iluminação e se torna Buda. Compreendi que só existe a Mente (EU) da Imagem Verdadeira, que é Buda, que é Deus desde o princípio. Só existe o Universo do Jissô, que é a extensão da Mente-Jissô. 

O Buda fenomênico (Sakyamuni), que saiu do palácio do seu pai, Suddhodana, e meditou sob uma figueira durante seis anos para alcançar a iluminação, não era existência verdadeira. Unicamente o Buda eterno a quem ele se referiu na declaração “Eu sou Buda desde o princípio dos tempos” é existência verdadeira, e esse Buda eterno vive aqui e agora. 

Jesus Cristo na condição de homem fenomênico, que, pregado na cruz, clamou “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, não era existência verdadeira. Unicamente o Cristo eterno, a quem ele próprio se referiu na declaração “Antes que Abraão existisse, eu sou” é existência verdadeira, e esse Cristo eterno vive aqui e agora. 

Conscientizei-me de que eu também não sou um homem fenomênico nascido de minha mãe em 22 de novembro de 1893 e que só agora alcançou o despertar. Compreendi que sou um ser divino, um ser búdico, desde o princípio dos tempos."

Agora, meus Divinos Amigos, considerem o seguinte: 

Alguém aqui pensa que no momento de seu despertar perceberá algo diferente do que perceberam Sakyamuni e Masaharu Taniguchi? 

Se "pensa", este pensamento está na "mente de seu personagem" e é um pensamento equivocado! Este tipo de pensamento equivocado é o que Masaharu Taniguchi chama de "visão encoberta". 

E a seguir compartilho algo que pode surpreender alguns dos que leem este texto... Atentem bem!

Assim como é uma ilusão pensar que a mente humana evolui e que o "ser humano" se ilumina (ou seja, que o personagem se torna Buda), a própria "experiência de iluminação" (o momento do despertar) está na Representação! Isto significa que você já é Quem é, independentemente de seu personagem ainda não ter passado pela "experiência de iluminação"! Isso porque sua natureza e real identidade é Quem você É; é Quem sempre foi e é Quem sempre será! Sua real identidade é o "Ser real", o "Ser divino" e não o "ser humano" (o personagem que você pensa "estar sendo").

Sempre houve "personagens" na terra conscientes deste fato e que não passaram pela "experiência de iluminação". Krishna, como exemplo, não passou pela "experiência de iluminação" e revelou essa percepção, essa "Consciência".

Os ensinamentos de Krishna estão no Bhagavad Gita (A Canção do Senhor) no qual revela a Arjuna sua percepção. Arjuna representa aqueles personagens que almejam ter a "Visão de Krishna" (que é a chamada "Visão do Senhor").

Notem que Krishna esteve na Representação com a consciência (com a "percepção" / com a Visão) de "Ser divino"!

Ou seja, é possível estar na Representação e ter a "percepção" de "Ser divino".

Isto é possível porque não é a "mente" do personagem que tem essa "percepção", mas sim a "Consciência" do Ser.

Notem que isto não é algo tão impossível ou difícil quanto parece ser. Na verdade é bem simples, óbvio e elementar!

Basta partirmos da "Visão do Mestre", que é a "percepção" [da Consciência] e não dos "pensamentos" [da mente]. 

Como exemplo de que é algo elementar notem que na "Meditação Shinsokan" ensinada por Masaharu Taniguchi não é ensinado: "Dentro de instantes, assim que me concentrar... deixarei o mundo dos cinco sentidos e entrarei no mundo da Imagem Verdadeira..."

É dito simplesmente: "Neste instante deixo o mundo dos cinco sentidos e entro no mundo da Imagem Verdadeira."

Já pensaram em por que é assim?  

É assim porque quem "deixa o mundo dos cinco sentidos e entra no mundo da Imagem Verdadeira" é o próprio "Eu Verdadeiro"!

Este ensinamento do Núcleo existe para que todos estejam conscientes dessa possibilidade a cada instante! E para que todos apliquem essa visão na vida prática e que se deem conta de o quanto essa visão facilita nossa vida!

O que quero dizer é: Perceba que o seu "personagem" nem moveria a sua mão se o "Ator" que você É não o fizer! 

Pra quem percebe este fato isto é algo bem evidente, não requer dificuldade alguma, nem requer que façamos algo. Por isso é dito que perceber é algo simples, óbvio e elementar, quando se parte da percepção. Meditar é perceber!    

Uma das percepções compartilhadas no Núcleo é que "não há percepção sem ação". E é assim que sugiro que todos ajam! 

Acima de tudo, percebam Quem faz, Quem "aparece como" cada um dos personagens, inclusive roteiros, cenários!

Percebam, desfrutem e compartilhem essa percepção!


domingo, agosto 06, 2017

A relação entre Céu e Terra


- Núcleo - 

Divinos personagens, 

Masaharu Taniguchi disse: 

"É lamentável que haja muitas pessoas que não conhecem a Verdade de que o homem é Deus. A Seicho-No-Ie surgiu neste mundo para transmitir esta Verdade suprema a todas as pessoas. É um equívoco pensar que o homem se torna arrogante  se compreender que ele é Deus. É um erro pensar que o homem perde a humildade quando compreende que sua essência é Deus. Quem faz tal suposição é aquele que jamais teve a experiência de despertar para a Verdade de que ele é Deus.

A pessoa que compreendeu que é Deus torna-se verdadeiramente humilde. Se Jesus conseguiu lavar os pés de seus discípulos, é porque havia compreendido que ele é Deus. A verdadeira humildade vem da convicção de ser Deus. Mesmo que uma pessoa pareça humilde, se não se conscientiza de Deus em seu interior (Natureza Verdadeira), está apenas se humilhando. Não confundam o humilhar-se com a humildade. A verdadeira humildade consiste em reconhecer sem resistência alguma a Verdade: "Sou filho de Deus originado de Deus e, por conseguinte, sou nada mais nada menos do que o próprio Deus". Quem reconhece esta Verdade é uma pessoa realmente humilde e dócil. É arrogante aquele que se rebela contra essa Verdade. Todas as arrogâncias e teimosias resultam da arrogância básica de não reconhecer a Verdade: 'Eu sou Deus'.

Os que têm ponto de vista diferente não têm como compreender a Verdade. Há quem pense que as grandes obras humanas são obras de espíritos que influenciam os encarnados e que o homem é mero fantoche dos espíritos, mas isso é uma heresia. Ensinamento correto é aquele que ensina que no interior (na natureza divina) do homem existe algo mais grandioso do que as sugestões  de espíritos-guias. O homem não é corpo carnal nem fantoche. O homem é Espírito, é Deus, é autônomo. Se os espíritos-guias podem pregar ensinamentos grandiosos e realizar obras grandiosas por serem espíritos, o próprio homem também pode, obviamente, pregar grandes ensinamentos e realizar grandes obras porque ele também é Espírito. Entretanto, há variação na qualidade de seus ensinamentos e obras porque há diferença de conscientização da infinitude do seu interior, tanto nos espíritos desencarnados como nos encarnados.

Sakyamuni não é, absolutamente, fantoche dos espíritos. Cristo também não é, absolutamente, fantoche dos espíritos. Ambos se aprofundaram na conscientização da infinitude de seu interior e finalmente atingiram, respectivamente, a natureza búdica e a natureza divina, razão pela qual inúmeros espíritos do mundo espiritual vieram servir a esses dois divinos. São dignos de pena os que veem apenas os espíritos vinculados a Sakyamuni e a Jesus, e não veem a natureza búdica que Sakyamuni conscientizou e a natureza divina que Jesus conscientizou. Ensinamentos de nível atingível por espíritos, o próprio homem é capaz de pregá-los. Portanto, se alguém diz que os ensinamentos de Sakyamuni e de Jesus não são ensinamentos deles próprios, mas de espíritos-guias deles, está sendo contraditório.

Homens, conscientizem-se da dignidade de si próprios. Conscientizar-se dela significa retomar a dignidade do próprio homem. A Seicho-No-Ie é o farol que surgiu para retomar a dignidade do homem."
   
Considerem também o seguinte: 

As pessoas tendem a acreditar que quando se desperta para a Verdade o mundo fenomênico se revela como mera inexistência, um nada sem qualquer importância, e que passamos a viver unicamente no paraíso.

Esta é uma afirmação que nega a revelação contida na Bíblia de que Deus criou o céu e a terra!

Esta afirmação parte da premissa de que, como está escrito, tudo o que Deus criou Ele viu que era muito bom!

O fato é que está escrito que Deus criou tanto o céu quanto a terra! Está escrito também que Ele criou isso no Princípio. Está escrito ainda que Ele viu as duas criações como “muito boas”.

Por isso alguns ensinamentos espirituais afirmam que Deus criou apenas a Realidade Divina, criou apenas o céu, o paraíso, e que Ele não criou a terra, ou seja, não criou a Representação...

Contudo, o que está escrito na Bíblia no sentido de que no Princípio Deus criou o céu e a terra é uma PERCEPÇÃO. Foi uma PERCEPÇÃO que algum divino personagem teve e a expressou no Livro Sagrado.

Mas aqui há um detalhe extremamente sutil, sem o que parece mesmo ser verdade que Deus criou apenas o céu, a Realidade, o paraíso, e que não criou a terra, a Representação. O detalhe é: a Representação enquanto Representação é perfeita. Porém, o conteúdo da Representação pode estar refletindo perfeitamente a Realidade ou não! Isto significa que aquilo que está sendo manifestado na Representação pode ser real ou não. O bem é real tanto na Realidade Suprema quanto na Representação Divina! É o que Masaharu Taniguchi chama de fenômeno autêntico, no sentido de que não há distorção na projeção do aspecto real para o fenômeno.

O que pode causar essa distorção é a lente através da qual a Representação está sendo vista... Assim sendo, quando olhamos para a Representação com pensamentos elevados o que vemos é claramente uma obra de Deus, uma Representação Divina, algo que manifesta plenamente a Vida de Deus!  

Porém quando olhamos para a Representação com pensamentos baixos o que vemos é o mal, o que nos levará a acreditar convictamente que Deus não criou a Representação, que nela há total ausência de Deus e que não há relação alguma entre Realidade e Representação!

Porém o próprio Jesus ressaltou que a PERCEPÇÃO revela a relação entre o céu e a terra, entre a Realidade Suprema e a Representação Divina! Assim, merece destaque a seguinte passagem relativa a Jesus, que chamava seu próprio personagem de “Filho do Homem”:  Chegando Jesus à região de Cesareia de Filipe, perguntou aos seus discípulos: "Quem os outros dizem que o Filho do homem é?"

Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, Jeremias ou um dos profetas".

"E vocês?", perguntou ele. "Quem vocês dizem que eu sou?"

Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo".

Respondeu Jesus: "Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não foi revelado a você por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.

E eu digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.

Eu darei a você as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus'.

Então advertiu a seus discípulos que não contassem a ninguém que ele era o Cristo." (Mateus 16:13-20)

Nesta passagem Jesus passa a chamar Simão, o filho de Jonas, de Pedro, cujo significado é Petrus, ou seja, firme como pedra ou rocha. Com isso Jesus quis enfatizar que a PERCEPÇÃO que Simão acaba de manifestar sobre Quem Ele, Jesus É, é uma percepção “pétrea”, ou seja, é fundada na pedra da Verdade, que é sólida e imutável. Mas é preciso notar que ele não está enfatizando quem ele é, que é o Cristo, tanto que no final ele “advertiu a seus discípulos que não contassem a ninguém que ele era o Cristo”. O que Jesus faz aqui é revelar que a PERCEPÇÃO que Simão manifestou não veio da mente de Simão, ressaltando que “não veio de carne e sangue”, não veio da “terra”, não veio da Representação, mas que veio do Pai que está no céu, ou seja, veio dAquele que está na Realidade!

Jesus revela ainda que “sobre esta pedra [sobre esta PERCEPÇÃO pétrea] edificarei a minha igreja e as portas do Hades não poderão vencê-la."

O termo "igreja" aqui tem o significado de Eclésia, Assembléia ou Comunidade. Ele revela que sobre esta PERCEPÇÃO ele edificará sua “Eclésia”, a Comunidade dos que PERCEBEM.

E também importante é o fato de Jesus revelar que aos membros dessa Igreja formada pelos que PERCEBEM ele dará as “as chaves do reino dos céus”!

É preciso notar que aqui Jesus está novamente enfatizando que há uma relação entre céu e terra e que é a PERCEPÇÃO do Pai quem revela essa ligação entre céu e terra. Ou seja, é a PERCEPÇÃO de Deus expressa em Simão que o faz perceber que Jesus é o Cristo.  

Enfim, PERCEBER QUEM PERCEBE em nós é “a chave do reino dos céus”!


quinta-feira, agosto 03, 2017

O "Princípio Divino" e a criação do Céu e da Terra

- Núcleo - 


Há uma mensagem divina, uma revelação, sobre nossa verdadeira origem e real identidade que tem sido transmitida à humanidade através das religiões, que são os meios, as linguagens através das quais Deus expressa a verdade eterna.

A finalidade de todas as religiões é nos proporcionar a revelação divina sobre nossa origem e real identidade, e nos conscientizar do infinito potencial de realização que reside em nós, e que emerge ao colocarmos em prática o que as mensagens divina nos revelam.

Em suas respectivas linguagens, os ensinamentos espirituais revelam aquilo que está contido no primeiro versículo do primeiro capítulo do livro Gênesis onde está escrito: "No princípio Deus criou os céus e a terra."

Embora a palavra "princípio" possa ser interpretada como "início dos tempos", a mensagem divina é sempre atemporal e sendo assim a palavra princípio expressa o "Princípio Divino" (anterior à própria existência do tempo), e que é a dimensão ONDE foram criados céu e terra.

Enfim, esse texto bíblico expressa que "No Princípio Divino Deus criou o céu, ou seja, a Realidade Suprema; e a terra, ou seja, a Representação Divina". 

Princípio Divino é assim o próprio Ser Real; é a Consciência Divina, é a Essência Divina, é o Amor Divino. O texto bíblico está revelando que Deus criou Realidade e Representação em Si mesmo, em sua própria Consciência; e que estamos vivendo em Deus!

A citada passagem bíblica expressa dois momentos: 

O primeiro expõe a criação do Céu, a Suprema Realidade, a criação de todos os Seres divinos, de todos os Filho de Deus, criados à Imagem e Semelhança de Deus, todos com Sua Consciência e Percepção! Aqui os seres divinos estão conscientes de que tudo e todos são expressões conscientes do próprio Deus Único. Nesse momento, surge seres divinos como Deus Sumiyoshi, como Cristo, Como Buda.

O segundo momento expõe a criação da terra, a Representação Divina. Aqui aqueles seres divinos (Sumiyoshi, Cristo, Buda) assumem a identidade de seus personagens e assim representam divinamente. Tão divina, tão perfeita é a representação que quase todos os seres divinos assumem papeis de personagens que só voltam a assumir a consciência de Quem realmente são após passarem na representação pela experiência de iluminação.

Esse é o caso de Buda, que na representação como o personagem Sidartha só teve a PERCEPÇÃO de QUEM ele VERDADEIRAMENTE era após a sua "iluminação".

É o caso também de Deus Sumiyoshi, que na representação como o personagem Masaharu Taniguchi só teve a PERCEPÇÃO de QUEM ele VERDADEIRAMENTE era após o seu "despertar".

Tudo isso evidencia que os personagens da Representação são na Realidade o próprio Deus, estejam representando papeis de personagens que já tiveram a experiência de iluminação ou não! Isto também revela que SOMOS O SER REAL, SOMOS O ATOR, independentemente de estarmos representando PAPEIS de  personagens conscientes deste fato ou não. Contudo, os personagens que quiserem permanecer inconscientes deste fato não realizarão plenamente o infinito potencial que é próprio da condição daqueles que já estão conscientes de que são seres divinos ou "Filhos de Deus".

Em síntese, para representarem de forma divina, com perfeição absoluta, na Representação os Atores assumem completamente a identidade de seus personagens. O que os faz assumir essa identidade é a máscara que colocam em si mesmos, através da qual passam a ver o mundo, a Representação Divina, como algo com incrível realismo. A máscara que vela o Ator é a "mente", a mente do seu próprio personagem; é essa máscara que gera a personalidade, a identidade dos personagens, a persona. Através dessa máscara os personagens não se veem como Filhos de Deus, criados à sua Imagem e Semelhança, eles se veem como criados da própria substância da terra.

Observo ainda que a Representação Divina é necessária porque há experiências maravilhosas, como o perdão, que não é possível de serem vivenciadas na Realidade, pois no Céu não há ofensa que dê ensejo ao perdão! Aqui está a essência do livro "A Alminha e o Perdão", na qual os Filhos de Deus, querendo proporcionar a experiência de perdoar à Alminha, adentram à Representação e assumem a identidade de alguns personagens que irão ofender a Alminha até que ela finalmente perceba Quem ela realmente É, e perceba Quem eles realmente São, para que ela finalmente possa ter a experiência de perdoar.

Basicamente a essência de todas as mensagens é a de que na Realidade somos todos Filhos de Deus.

Mas há um detalhe essencial que é este: Na Representação, em algum momento algum dos personagens percebe o que está acontecendo... Ou este personagem entra na Representação já sem máscara, ou durante a Representação ele retira a sua máscara e percebe Quem ele É e Quem todos somos!

Um exemplo de personagem que entrou na Representação sem máscara é Krishna.
Um exemplo de personagem que retirou sua máscara durante a Representação é Sakyamuni.

O fato é que: os Mestres são os divinos personagens que estão na Representação conscientes de Quem São e de Quem todos somos. Eles estão conscientes de que, mesmo estando na Representação atuando como personagens, nós estamos todos vivendo no Principio Divino, em Deus! E que por trás das máscaras de nossos personagens, na Realidade somos todos Atores, somos todos Filhos de Deus vivendo no Céu!      

Assim a presente mensagem diz: PERCEBA sua origem, natureza e filiação divinas; DESFRUTE essa percepção, essa consciência de sua condição; e COMPARTILHE seu potencial infinito, ilumine o mundo!

Para ser QUEM VOCÊ É, AJA COMO QUEM VOCÊ É! Você É o que Deus É. Deus é AMOR; assim, aja com amor! Paute suas ações a partir do Amor de Deus em você, não paute suas ações a partir do temor que há em seu personagem. PERCEBA QUEM FAZ!  

Que a vontade de Deus seja feita na Terra ATRAVÉS DE VOCÊ, por ser QUEM É, assim como Deus faz no céu, por ser QUEM É.

Namastê!


segunda-feira, julho 31, 2017

"Aquele que fala contigo..."

- Núcleo -


"Disse Jesus ao que era cego: Crês tu no Filho de Deus?
Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia?
E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo." (João 9:35-37)


A questão essencial é: Quem é o Filho de Deus para que Nele possamos crer?

O Filho de Deus respondeu presencialmente ao que era cego: É aquele que fala contigo!

Embora esta resposta tenha sido dada pelo Filho de Deus há aproximadamente dois mil anos, trata-se em verdade de uma revelação divina de validade atemporal.

Para aqueles que deixaram de ser cegos, a resposta à questão "Quem é o Filho de Deus para que Nele possamos crer" ainda continua sendo a mesma: É aquele que fala contigo!

Assim como de nada adianta “ter olhos e não ver”, também não adianta “ter ouvidos e não ouvir” que o Filho de Deus É aquele que fala contigo! E não ouvir nada do que Ele diz!

Assim, a questão agora não é com quem o Filho de Deus fala, mas sim, quem ouve o que está sendo dito! Pois, o próprio Cristo já revelou que Ele É aquele que fala contigo!

Perceba algo que está sendo enfatizado nesta revelação divina ao que era cego: Ele fala!

Deixar a condição dos que “têm olhos e não vêem” [ou seja, deixar a condição daquele que era  cego] é perceber que o Cristo já realizou o milagre em você e perceber que Ele fala contigo!

Enquanto a sua mente disser que Ele não fala com você, ou seja, enquanto continuar dando foco à percepção [mental] de que você não ouve a voz do Filho de Deus em você, não estará dando foco à percepção [consciencial] de que: Ele fala! Pois, Ele É aquele que fala contigo!

Atente ao fato de que esta é uma “percepção consciencial” que está sendo compartilhada com você! Ou seja, algo de validade atemporal e impessoal está sendo percebido e compartilhado. Note que o ensinamento do Núcleo é centrado nas próprias percepções e não em personagens que tem as percepções. 

A percepção consciencial é como uma interface entre o personagem e o Ser Real, ela está ao alcance do personagem mas pertence ao Ser Real e é o que possibilita a percepção da nossa real identidade. Por isso quando Simão Pedro respondeu que Jesus era em realidade o Cristo, o Filho do Deus Vivo, Jesus enfatizou que aquela percepção de Sua real identidade não veio da “carne e sangue”, ou seja, não veio da mente de Simão Pedro, porque a mente e os personagens estão na representação, mas aquela percepção veio da Realidade na qual está o Pai, enfim, veio dAquele que está no céu, a Realidade subjacente à representação! [Mateus 16: 15-16]

Essa passagem bíblica evidencia que os personagens podem ter “percepções conscienciais”, ou seja, os personagens podem perceber a Realidade; e evidencia também que esta percepção não vem de suas mentes, mas do próprio Ator, o Ser Real que subjaz a todos os personagens. E essa passagem revela também o quanto Jesus enfatizou esta percepção compartilhada por Simão Pedro, a ponto de declarar que sobre esta “pedra” [sobre esta percepção sólida como Pedra, ou seja, fundada na Realidade que é o Pai, o Ser Real] iria edificar sua Eclésia [comunidade dos que percebem o Real]. É para que todos percebam a realidade de Deus que as comunidades espirituais são criadas. Elas normalmente emergem em torno de personagens despertos que são aqueles que percebem, desfrutam e compartilham o que percebem da Realidade de Deus e possibilitam que outros personagens também percebam o Real, e que percebendo desfrutem essa percepção, e que a desfrutando a compartilhem com todos.

Sobre Céu e Terra há toda uma simbologia bíblica. Alguns personagens despertos compartilharam suas percepções a esse respeito. Vamos a elas!

Em Gênesis 1: 1 está escrito: “No Princípio, criou Deus os céus e a terra”.

Deus é próprio Princípio Divino no qual tudo expressa o que Ele É.

A palavra Princípio não deve ser entendida em termos temporais como “início dos tempos”, mas como Origem de tudo o que É, da mesma forma como está escrito em: “No Princípio era o Verbo”, significando que o Verbo, a Palavra, a Substância divina, expressa a Si mesmo, manifesta a própria origem ou Princípio divino e existe atemporalmente no Ser, em sua própria Realidade e Consciência.

Assim, criou Deus “no Princípio”, ou seja, criou em Si mesmo, em Sua própria Consciência, céu e terra; Realidade e Representação.

As duas criações divinas são, portanto, o céu, a “Realidade divina” e a terra, a “representação divina”.

A natureza de tudo que é criado na “Realidade divina” é eternidade; e, daquilo que é criado na “Representação divina” é a efemeridade.

Assim, observa-se que o homem criado à “Imagem e Semelhança” de Deus é descrito no capítulo 1 do Gênesis. Este é o homem real, eterno, é o chamado “Eu Verdadeiro”, a real identidade humana.

Em contraposição a esta real identidade humana, o homem criado na representação divina, terra, como descrito em Gênesis 2:7, foi formado do “barro”, ou seja, foi formado da própria substância da “representação divina”. Assim, sendo o homem formado da própria “representação divina” ele é também uma “representação divina” e,  portanto, efêmero como tudo na terra ou “representação divina”.

Importa ainda observar que o próprio “Deus” descrito no capítulo 2, que formou o homem do barro, não é o mesmo Deus que criou o homem a Sua Imagem e semelhança, mas sim, o “Senhor Deus”, que é o Senhor que atua como a Lei da representação divina, a Lei de causa e efeito.

Vale lembrar que dois personagens despertos, Masaharu Taniguchi e Joel Goldsmith compartilharam a mesma percepção consciencial de que Deus, Aquele Ser que é Amor e Vida Eterna, está descrito no capítulo 1 do Gênesis. Na Representação divina Ele aparece como “Senhor Deus” e atua como Lei, a Lei que rege a representação, a Lei de causa e efeito, como está descrito no capítulo 2 do Gênesis.

Na Representação divina Aquele que aparece como “Senhor Deus” fez a “árvore da Vida” e fez também a “árvore do conhecimento do bem e do mal”.

Sendo Deus Aquele que na representação divina aparece como “Lei de causa e efeito”, pelo fruto da “árvore da Vida” se faz perceptível a Realidade divina, e pelo fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, se faz perceptível a Representação divina. Desta forma, causa e efeito assim se relacionam: o fruto da “árvore da Vida” é a percepção da Consciência do Ser, que é unitária e a tudo vê como uma expressão do próprio Ser. Ao passo que o fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal” é a percepção da mente do personagem, que é dual, e a tudo vê como separado de si.

O que se deve notar é que embora tenha Deus criado céu e terra, Realidade e representação divinas, como descrito em Gênesis 1:1, as duas árvores e seus consequentes frutos, que representam as duas percepções, aparecem apenas na “representação divina”; ou seja, no céu [na Realidade divina] não há “árvore do conhecimento do bem e do mal”, não há “percepção mental”. É preciso adentrar à “representação divina” para se acessar á “árvore do conhecimento do bem e do mal”.

Nesse sentido alguns ensinamentos absolutistas afirmam que a realidade desconhece a ilusão. De fato, é impossível ao homem criado à “Imagem e Semelhança” do Criador, conforme descrito em Gênesis 1:27 [o Eu Verdadeiro], ser iludido pelo fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Assim, é evidente que a dualidade é uma ficção, é algo aparente e ocorre apenas quando o ator divino atua na “representação divina” – terra – assumindo uma identidade aparente, a identidade de um personagem, como se tivesse sido formado do “barro da terra”, como está descrito em Gênesis 2:7; ou seja, como se tivesse sido formado da substância [barro] da própria terra [representação divina], ou seja, o ator divino assume a identidade de um personagem na representação divina e passa a ver tudo como separado de si, o que faz da representação algo bastante realístico para a mente do seu próprio personagem.

Vale notar que Joel Goldsmith observou que através de Moisés a humanidade teve acesso ao “Senhor Deus”, isto é, ao Deus da representação divina, e assim a humanidade aprendeu como viver sob a Lei de Causa e Efeito, como se beneficiar da Lei que rege a terra. E observou que através de Jesus a humanidade teve acesso ao Deus Verdadeiro, ao Deus que é Vida Eterna e Amor.

Por sua vez, na representação Jesus declara ser o Filho de Deus e nos ensina como podemos ascender da Lei para a Graça! Ele afirma que não veio para revogar a Lei, mas sim para cumpri-la! E o cumprimento da Lei, Jesus revela que está condensado em dois mandamentos que são: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo!

O que Jesus está nos revelando é por si só algo divino e raramente enfatizado nos ensinamentos espirituais de quaisquer tradições do mundo! Ele está nos fazendo ver que mesmo estando imersos na representação é possível transcendermos a Lei de Causa e Efeito não a rejeitando ou a negando mas sim a cumprindo integralmente acessando a percepção da Consciência do Ser, a árvore da Vida, que é unitária e a tudo vê como uma expressão do próprio Ser.

Então, como os ramos são membros do próprio Ser que é a Videira, Jesus nos ensina a vê-lo de forma unitária, como partes do mesmo Ser único, revelando que ele é a Videira e nós somos os ramos!  E para ativarmos essa visão unitária, a visão da “árvore da vida” que está em nós ele ensina que: “O reino de Deus está dentro de vós.” Jesus também revela que: “Ninguém vai ao Pai senão por mim.” Todo seu ensinamento espiritual é no sentido de acessarmos essa “árvore da Vida” em nós, a fim de que possamos colher os seus frutos, que é percepção da Realidade Divina na qual semeador e ceifeiro são Um.

Amar é perceber de forma unitária. Por isso a ênfase na percepção de unidade se condensa naqueles dois mandamentos que são: Amar e amar!

Amar a Deus… sobre todas as coisas;
Amar ao próximo… como a ti mesmo.

A percepção que se deve ter destes dois mandamentos é essa:

Amar a Deus sobre [é perceber Sua onipresença subjacente a todas as aparências e interagir com Aquele que subjaz a] todas as coisas;

Amar ao próximo como [é perceber que Deus é Aquele que subjaz ao próximo como subjaz] a ti mesmo.

Deus é Amor. Sendo amor, Deus ama. Deus percebe. Por perceber que é amor, Deus ama. Amar é a forma como Deus percebe e age. No Núcleo é reiteradamente enfatizado o principio divino de que: “Não há percepção sem ação”. Se o Deus Verdadeiro é Amor e se Seu reino está EM nós, não há como acessar este reino EM nós sem amar, sem perceber de forma unitária, que é a forma de percebê-lO.

Por isso Jesus enfatizou os dois mandamentos e veio cumprir a Lei revelando como acessarmos a “arvore da Vida”, a visão de unidade representada pela parábola da Videira e os ramos.

É importante ainda observar que Jesus ora a Deus não para que nos tire deste mundo, desta representação, mas que nos livre do mal, da visão dual que é produzida pela árvore do conhecimento de bem e mal, pela qual Deus é visto apenas como o “Senhor Deus”, a Lei de causa e efeito, que castiga os maus e recompensa os bons. Por isso, a “figueira que não dá bons frutos”, Jesus mesmo a seca!

Por fim, se acessarmos a árvore do conhecimento de bem e do mal estaremos agindo sob os efeitos dos frutos dessa árvore, a saber, estaremos vendo apenas a representação e agindo “em pecado”, ou como enfatizou Masaharu Taniguchi, estaremos agindo com a visão encoberta (tsumi).

Nesse sentido, sabendo que os personagens que queriam testá-lo estavam agindo “em pecado”, ou seja, “com a visão encoberta”, Jesus disse: “Aquele que não estiver em pecado atire a primeira pedra”. Narra a Bíblia que nenhum deles foi capaz de atirar a pedra, pois, a palavra de Jesus foi dirigida aos próprios atores por traz daqueles divinos personagens. A Consciência divina de cada um deles lhes tornava conscientes de que seus personagens “agiam em pecado”, e que apenas o próprio personagem Jesus naquele contexto agia com a visão descoberta. Jesus deu ali uma lição prática de como acessar a “árvore da Vida”, a percepção unitária que está em nós, a percepção que fez com que cada um daqueles presentes naquela cena visse sobre si o que viam no “outro”.

Em síntese, mesmo estando na representação temos acesso direto à “arvore da Vida”, a essa percepção unitária que nos dá acesso ao reino de Deus, à certeza de que: “nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.”

Enfim, Céu é a Realidade, aquilo manifestado pela atividade da Consciência do Ser – É fruto da “árvore da vida”, fruto da percepção consciencial.

Terra é a Representação, aquilo gerado pelo pensamento da mente do personagem – É fruto da “árvore do conhecimento de bem e mal”, fruto da percepção mental.

Dando foco à “árvore da vida”, a interface que está na representação mas que pertence ao Ser Real, você acessa em você mesmo, no Reino de Deus em você, a percepção do Filho de Deus, a percepção unitária, consciencial, dAquele que fala contigo!

Um último detalhe contido nesta passagem, não menos importante, é este: Disse Jesus ao que era cego: Crês tu no Filho de Deus?… Note bem, o milagre já havia sido realizado, aquele divino personagem que era cego já havia sido curado por Jesus. Da mesma forma o mesmo já aconteceu com você, o milagre já se realizou em você, pois você tem acesso a esta percepção que agora está sendo compartilhada, assim como o cego já podia ver, você também já pode perceber! Você já pode perceber que O Filho de Deus É aquele que fala contigo.

Que todos os que eram cegos mas que agora podem ver, [ou seja, que todos os que não percebiam mas agora podem perceber] e que perguntam: “Quem é ele, Senhor, para que nele creia?” desfrutem a percepção da presença de Quem em si mesmos, no Reino de Deus, diz: Tu já o tens visto [já o tens percebido], Ele É aquele que fala contigo.

Namastê.


quinta-feira, julho 27, 2017

A Percepção e o princípio da impessoalidade

- Núcleo - 

Divinos personagens! 

Hoje me sobreveio compartilhar algo sobre o Princípio da Impessoalidade. 

A questão é: de onde vem a Percepção? 

Tomemos um exemplo de percepção bem conhecido. A percepção de Isaías compartilhada por Jesus logo no início de seu ministério.

Disse Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim e me ungiu..."

Notem bem! A unção vem do Alto! Pois é o Espírito do Senhor Quem unge!

Quem poderia estar ungido? A resposta é: Aquele a quem do Alto foi ungido!

Mas, há aqui um detalhe, e é um detalhe essencial sobre a questão da percepção. Deus não faz acepção de pessoas. E se Deus não o faz, não façamos nós também! Por isso ninguém diga: "Eu quero ser ungido." Isso porque a unção vem do Alto e não se trata de querer, mas sim de perceber que já é!

Por isso está escrito: "Aquieta-te e saiba...". Aquele que diz "eu quero" está afirmando que ainda não está ungido. E essa será a Verdade de Quem afirma isso. Será uma Verdade da mente do personagem. Para que seja transcendida esta verdade mental vejamos o que Isaías disse em seguida. Ele disse: "para evangelizar os pobres..."

Então, até aqui Isaías disse que: "O Espírito do Senhor Está sobre mim e me ungiu para evangelizar os pobres...". Pobres, no sentido espiritual, são os que não vem a Deus com suas riquezas, que são as certezas mentais! Aquele que se aproxima de Deus para dizer a sua verdade está abastecido de certezas mentais. E assim a Verdade de Deus não será ouvida. Não haverá revelação. A unção não será percebida! Ela já está presente, mas não será percebida!

E aqui é que cabe o Princípio da Impessoalidade. A Verdade de Deus é verdade válida para todos! A Verdade é Impessoal! Por isso Jesus assumiu como válida para si a Verdade compartilhada por Isaías! Sempre é assim!

Tomemos como exemplo um ensinamento recente, de Masaharu Taniguchi, que disse: "O Homem é Filho de Deus." Aquele que diz que o homem não o é, age como pobre e insensato. O que Masaharu Taniguchi fez foi compartilhar uma percepção divina sobre a natureza Verdadeira do Ser Humano! Sobre isso devemos apenas desfrutar essa percepção com o Espírito de criança. Que é o Espírito que não julga... que não afirma o contrário... que não apresenta uma tese oposta... que simplesmente percebe a Verdade e a desfruta!

A percepção tem a natureza da unção! Ela já nos foi dada e vem do Alto. Os que não afirmam o contrário são os que a desfrutam! Jesus não afirmou o contrário do que disse Isaías, nem inovou. Ele apenas o confirmou e validou para si o que Isaías havia percebido como sendo válido para si mesmo.

Assim, as Percepções são impessoais, são de validade universal. Não leve para seu encontro com Deus nenhuma certeza mental. Apenas receba o que Deus te dá. Em verdade Ele te faz consciente de que já te foi concedido.

Siga teu dia com essa percepção: Deus é contigo! Apenas receba isso como um presente Divino. Veio a mim como Percepção. Sendo Impessoal vale para mim e para você.

Sim, o Espírito do Senhor está sobre nós e nos ungiu... Essa percepção é válida para todos os pobres... Pobres de certezas mentais, ricos de bênçãos espirituais.

Agora mãos a obra!

Não há percepção sem ação!

Aja com essa convicção! Você é Filho de Deus. Você já é Filho de Deus! É Agora: A percepção é válida no presente! Você está ungido Agora! Você é Filho de Deus Agora!

Namastê!