"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

terça-feira, janeiro 17, 2017

Os Segredos sobre a Cabana: Conexão com Deus

Chegamos ao último vídeo desta série de palestras profundas e interessantes que abordam ensinamentos capazes de clarificar nossas noções sobre diversos aspectos da espiritualidade, e capazes também de proporcionar benefícios e resultados efetivos na vida prática. A compreensão e aplicação das ideias expostas têm o poder de trazer um enorme bem estar ao ser humano. Todo conteúdo tratado nas palestras é muito significativo, baseado na sabedoria dos ensinamentos de AmmaBhagavan (um casal de avatares/mestres espirituais), que residem na Universidade da Oneness, na Índia. Esta última palestra tem 1 hora de duração, mas os conhecimentos transmitidos valem muito a pena. São ensinamentos para toda uma vida. Recomendo fortemente. Recomendo mesmo! Namastê!



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sábado, janeiro 14, 2017

Os Segredos sobre a Cabana: Emoções

Continuando esta série,

Estou trazendo três vídeos com palestras profundas e interessantes que abordam ensinamentos capazes de clarificar nossas noções sobre diversos aspectos da espiritualidade, e capazes também de proporcionar benefícios e resultados efetivos na vida prática. A compreensão e aplicação das ideias expostas têm o poder de trazer um enorme bem estar ao ser humano. Todo conteúdo tratado nas palestras é muito significativo, baseado na sabedoria dos ensinamentos de AmmaBhagavan (um casal de avatares/mestres espirituais), que residem na Universidade da Oneness, na Índia. Cada palestra tem mais ou menos 1h30m de duração, mas os conhecimentos transmitidos valem muito a pena. São ensinamentos para toda uma vida. Recomendo fortemente. Recomendo mesmo! Namastê!


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quinta-feira, janeiro 12, 2017

Os segredos sobre a Cabana: Relacionamentos

Amigos leitores,

Estou trazendo três vídeos com palestras profundas e interessantes que abordam ensinamentos capazes de clarificar nossas noções sobre diversos aspectos da espiritualidade, e capazes também de proporcionar benefícios e resultados efetivos na vida prática. A compreensão e aplicação das ideias expostas têm o poder de trazer um enorme bem estar ao ser humano. Todo conteúdo tratado nas palestras é muito significativo, baseado na sabedoria dos ensinamentos de AmmaBhagavan (um casal de avatares/mestres espirituais), que residem na Universidade da Oneness, na Índia. Cada palestra tem mais ou menos 1h30m de duração, mas os conhecimentos transmitidos valem muito a pena. São ensinamentos para toda uma vida. Recomendo fortemente. Recomendo mesmo! Namastê!




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terça-feira, janeiro 10, 2017

"Eu te compreendo" (AMORC)

- Ordem Rosacruz -


Eu sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude. Eu sei da luta que tens travado à procura de Paz. Sei também das tuas dificuldades para alcançá-la. Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos, dastuas vacilações e dos teus desânimos.

Eu te compreendo… Imagino o quanto tens tentado para resolver as tuas preocupações profissionais, familiares, afetivas, financeiras e sociais. Imagino que o mundo, de vez em quando, parece-te um grande peso que te sentes obrigado a carregar. E tantas vezes, sem medir esforços. Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana.

Percebo como te sentes pequeno quando teus sonho acalentados vão por terra, quando tuas expectativas não são correspondidas. E essas inseguranças com o amanhã? E aquela inquietação atroz em não saberes se amanhã as pessoas que hoje te rodeiam ainda estarão contigo? De não saberes se reconhecerão o teu trabalho, se reconhecerão o teu esforço. E, por tudo isto, sofres, e te sentes como um barco sozinho num mar imenso e agitado. E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor. Quantas vezes pensaste em resolver definitivamente os teus conflitos no trabalho ou em casa. E nem sempre encontraste a receptivamente esperada ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta. Eu sei o quanto te dói os teus limites humanos e o quanto às vezes te parece difícil uma harmonia íntima. E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração.

Eu te compreendo… Compreendo até tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram, a tristeza pela incompreensão que te dispensaram, pelas ingratidões, pelas ofensas, pela palavras rudes que recebeste. Compreendo até as tuas saudades e lembranças. Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes, saudade daquilo que não volta nunca mais… E os teus medos? Medo de perderes o que possuis, medo de não seres bom para aqueles que te cercam, medo de não agradares devidamente às pessoas, medo de não dares conta, medo de que descubram o teu íntimo, medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras, medo de não conseguires realizar o que planejaste, medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal.

Eu compreendo esses e todos os outros medos que tens dentro de ti. Sou capaz de entender também os teus remorsos, as faltas que cometeste, o sentimento de culpa pelos pequenos ou grandes erros que praticaste na tua vida. E sei que, por causa de tudo isso, às vezes te encontras num profundo sentimento de solidão. É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto e te vês envolto numa fina camada de indiferença pela vida. Refiro-me àquela tua sensação de isolamento, como se o mundo inteiro fosse indiferente às tuas necessidades e ao teu cansaço. E nesse estado, és envolvido pelo tédio e cada ação ou obrigação exige de ti um grande esforço. Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso; preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações: “Eu gostaria de… mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar, tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que!…”.

Eu te compreendendo… Compreendo os teus sacrifícios. E a quantas coisas tens renunciado, de quantos anseios tens aberto mão!… E sempre acham que é pouco… Pouca coisa tens feito por ti e tua vida, quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas. Sei do teu esforço em ajudar às outras pessoas e sei que isso é a semente de tuas decepções. Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora em teu coração. Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a fome, as guerras, a competição entre os homens, com a loucura dos que detêm o poder, com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade.

Por tudo isso, carregas um grau excessivo de tensões, de angústia e de ansiedade. Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa. Sei também que tens belos planos para o amanhã. Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional, e sei que lutas por ela. Mas, mesmo assim, tuas tensões continuam presentes. E tu percebes estas tensões nas tuas insônias ou no sono excessivo, na ausência de fome ou na fome excessiva, na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo. O fato é que carregas e acumulas tensões sobre tensões: tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns, nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação, nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás. Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa; nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão; no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas ações.

Eu te compreendo, e te compreendo mesmo. E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante. Escuta agora com o coração o que te vou dizer: Eu te Compreendo, mas não te apóio! Tu és o único responsável por todos estes sentimentos. A vida te foi dada de graça e existem em ti remédios para todos os teus males. Se, no entanto, preferes a autocomiseração ao invés de mobilizares as tuas energias interiores, então nada posso te oferecer. Se preferes sonhar com um mundo perfeito, ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano, nada posso te oferecer. Se preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optastes por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se trocaste o auto-apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer. Se queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolhestes abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer. Se entendeste mal a regra máxima “Amar ao próximo como a ti mesmo”, esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar.

Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer. Se achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente; se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições; se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; se preferes proteção à tua própria liberdade; se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de: “Apressa-te!”, “Não erres nunca!”, “Agrade sempre!”; se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; se és incapaz de dar um Não quando necessário, em nada posso te ajudar. Se pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito: Eu te Compreendo mas, em nome do verdadeiro Amor, jamais poderia apoiar-te!

Se recusas buscar no âmago do teu ser respostas para os teus descaminhos, se dás pouca importância a teus sussurros interiores; se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos em nossa vida terrena; se preferes o fácil e abandonaste a paciência para o Caminho; se fechaste teus ouvidos ao chamado de retorno; se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar tua vida à vontade onipotente de Deus; se não quiseste ver a Luz que vem do Leste; se não consegues encontrar no íntimo das coisas aquele ponto seguro de equilíbrio no meio de todas as tormentas e vicissitudes; se não aceitas a tua vocação de Viajante com todos os imprevistos e acidentes da Jornada; se não queres usar o tempo, o erro, a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti.

Se aspiras obter proteção quando o que precisas é Liberdade; se não descobriste que a verdadeira Liberdade e a autêntica Segurança são interiores; se não sabes transformar a frase “Eu tenho que…” na frase “Eu quero!”; se queres que o fantasma do passado continue a fechar teus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é amor o apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por de sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar.

Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua Felicidade: A raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração. Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a Alegria. Somente através dele se encaminha o retorno à Paz.

Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos. Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são. Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles – depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá!

Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia. Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre mesmo, totalmente, antes de germinar e que a morte antecede a vida.

E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te Compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor!


sexta-feira, janeiro 06, 2017

Praticando a Percepção

- Núcleo - 


Meus Divinos Amigos,

Em complemento à postagem anterior, “a natureza impessoal da Percepção”, permitam-me compartilhar agora um aspecto importante sobre a Percepção, cuja natureza, enfatize-se, é impessoal.

O aspecto a ser enfocado é a prática! Por ser impessoal, a Percepção não está no nível da mente [da mente do personagem], ou seja, não está na Representação; não sendo assim o personagem QUEM PERCEBE! [Notem a elucidação dada por Jesus a Simão observando que: “Isso Quem te revelou não foi ‘carne e sangue’, mas meu Pai, que está no Céu.” [Céu é a Realidade; a Realidade Divina subjacente à Representação].

Para podermos nos aprofundar neste tema e enfatizar sua importância, permitam-me aqui traçar um paralelo entre os ensinamentos de Jesus e de Masaharu Taniguchi. 

Masaharu Taniguchi deu ênfase à revelação divina de que: “O Homem é Filho de Deus”!

Esse ensinamento de Masaharu Taniguchi é em si uma Percepção, que foi por ele sempre compartilhada. O algo aqui a ser enfatizado é que, sendo uma Percepção, isso não está na mente de nenhum personagem – isso advém do próprio Ator subjacente ao personagem! Notem que a Verdade “Homem Filho de Deus” procede do Real e é uma revelação divina!

Os personagens que não se dão conta deste fato, de que a Verdade “Homem Filho de Deus” é uma revelação divina, tendem a “passar batido” por esse importante ponto do ensinamento! 

Essa é uma revelação sobre a real identidade do personagem e que deve ser simplesmente aceita pelo personagem “com o coração de criança”, como diria Jesus, ou seja, sem dúvida, sem quaisquer questionamentos da mente do personagem a esse respeito! Pois, trata-se da Verdade, que é a própria Realidade, ou seja, que não está na Representação, e sendo assim não é acessível pela mente do personagem. O que não significa que não esteja acessível. Em verdade isto está “à mão”, bastando que o personagem não interponha suas considerações mentais sobre esta revelação!

O segredo para se desfrutar as Revelações divinas, as Percepções, é simplesmente aceitá-las e praticá-las! Por isso, outro grande ensinamento espiritual, conhecido como O Caminho Infinito, de Joel Goldsmith, revela que devemos semear, plantar em nossas mentes, uma passagem das Sagradas Escrituras e simplesmente permitir que elas floresçam em nós. Esse é o segredo!

Uma citação bíblica como: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará” é uma revelação divina, que veio a algum personagem bíblico como uma Percepção e que foi então registrada para ser desfrutada e compartilhada por todos os “Filhos de Deus”. 

E quem são os “Filhos de Deus”? 

São os que se conduzem pelo “Espírito de Deus” já presente em nós, que é em nós quem Percebe as coisas de Deus. Não são pois os que se conduzem pela “carne”, pela mente dos personagens.

Por isso devemos meditar [semear em nossas mentes] o que está escrito em Romanos 8:13-15:

“Porque, se viverdes de acordo com a carne [de acordo com os ditames da mente], certamente morrereis; no entanto, se pelo Espírito fizerdes morrer os atos do corpo, vivereis. Porquanto, todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vós não recebestes um espírito que vos escravize para andardes, uma vez mais, atemorizados, mas recebestes o Espírito que os adota como filhos, por intermédio do qual podemos clamar: “Abba, Pai!”

Assim, sobre esse tema,“a natureza impessoal da Percepção”, todos os ensinamentos dos iluminados convergem para a necessidade da prática das revelações advertindo que devemos “descalçar as sandálias dos pés” [descartar os conceitos da mente dos nossos personagens que nos prendem à Representação, ao Irreal] e nos conduzirmos pelas Revelações, as Percepções!

O ensinamento aqui compartilhado não está inovando, pois a Verdade permanece a mesma; está apenas ressaltando que as Revelações Divinas são Percepções, cuja natureza é impessoal. Por isso foram válidas para Joel Goldsmith, para Masaharu Taniguchi, para Jesus, e para todos os outros santos e iluminados de quaisquer tradições, que as desfrutaram e compartilharam!

Enfim, para que as Percepções possam ser desfrutadas devem ser aceitas sem questionamentos mentais. Essa é a Revelação mais explícita sobre isso: “Descalça as sandálias dos pés porque o solo onde estás é solo sagrado!” 

Partam das Percepções, elas têm natureza impessoal!
Percebam, desfrutem e compartilhem.

Namastê.


quinta-feira, janeiro 05, 2017

A natureza impessoal da Percepção

- Núcleo - 


Sobre a realidade e presença do Ser Real em nós [a Realidade do Ator subjacente ao personagem] e sobre a percepção de “Quem faz” [Quem em nós efetivamente age] observem estes esclarecimentos essenciais de Jesus e de Masaharu Taniguchi:

Disse Jesus: 

1) “ Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras.” (João 14:10). 

Aqui Jesus compartilha Sua Percepção da Presença do Ser Real em Si.

2) “Em verdade, em verdade vos asseguro, que o Filho nada pode fazer de si mesmo, mas somente pode fazer o que vê o Pai fazer, pois o que este fizer, o Filho semelhantemente o faz.” (João 5:19). 

Aqui Jesus compartilha Sua Percepção de “Quem faz”.

3) “Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou.” (João 8:18). 

Aqui Jesus compartilha a percepção do Filho de Deus, o “personagem desperto”, em unidade com a Percepção do Pai, o Ser Real, que é sua real identidade . 

Disse Masaharu Taniguchi: 

"Quando compreendemos que nada podemos fazer com a nossa própria força, começa a agir em nós a força de Deus. A conscientização não será verdadeira enquanto insistirmos em utilizar a nossa própria força, opondo-nos a Deus. Jesus, após tomar a consciência: 'Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma', compreendeu: 'O Pai, que está em mim, esse é que faz as obras'. O mestre budista Shinran, após se sentir o pior dos pecadores – sentimento expresso na frase 'Meu corpo não possui nem o mínimo de sentimento de caridade; meu coração é abominável como o de serpente' –, tomou consciência da unidade com Buda. A fé não acompanhada da anulação total do eu falso pode fazer com que a pessoa se torne prepotente." (Preceitos de Luz )

O “falso eu” é, na metáfora usada no Núcleo, o personagem, cuja percepção [percepção da mente do personagem] é incapaz inclusive de perceber o Real [o Ator em nós]. É a percepção do próprio Ser Real [a percepção do Ator em nós] que Se percebe!

Não há uma evolução da percepção do personagem para a percepção do Ator! Embora muitos buscadores espirituais [muito personagens] acreditem que a prática espiritual os fará evoluir até atingirem a iluminação isso não acontece! A iluminação, que é a Percepção de Quem Somos, é uma não identificação com a identidade de nossos personagens. Enquanto a pessoa [ a persona] acredita que irá evoluir até se tornar iluminada, o real iluminado [o Ator subjacente ao personagem] já está presente!

Aquilo que é irreal, o personagem, não se torna real, não se torna o Ator. O Ator sempre está presente. O que acontece na Representação é que o personagem iluminado passa da condição de personagem indesperto para a condição de personagem desperto. O personagem desperto está consciente da realidade do Ator subjacente a Si, então age com esta consciência. Por isso Jesus esclareceu que: o Filho nada pode fazer de si mesmo, mas somente pode fazer o que vê o Pai fazer, pois o que este fizer, o Filho semelhantemente o faz.

E por isso Jesus disse: "Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras." (João 14, 11)

O mais incrível nisso tudo é que essa obra de conscientização sobre nossa real identidade continua sendo realizada, aqui mesmo, neste momento!

Compartilho a percepção que se segue de forma totalmente impessoal, que é a forma como devem ser compartilhadas todas as percepções, pois, elas têm validade impessoal. Essa é a própria natureza das Percepções! 

"Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras."  (João 14, 10)

É o que percebo, desfruto e compartilho. 

Namastê!

terça-feira, janeiro 03, 2017

A Percepção advém do Ser Real em nós


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Aquele que aparece como Divino Amigo Jaime Pires compartilhou:

"Eu não sou nada que vive. Sou vida.
Eu não sou nada que percebo. Sou percepção.
Eu não sou nada que penso. Sou consciência.
Eu não posso me curar. Sou cura.
Eu não posso me iluminar. Sou luz.
Eu não posso me espiritualizar. Sou espírito, Sou o filho de Deus à Sua imagem e semelhança."

Isso que foi compartilhado trata-se de Percepção!

É isso a que o ensinamento compartilhado no Núcleo se refere quando diz: Parta da percepção, não do pensamento.

A Percepção advém do Real em nós. 

Na metáfora usada no Núcleo para ilustrar este fato, o Ator [que é Quem Somos] subjacente ao personagem [que é quem estamos sendo, ou seja, que é quem estamos representando] é o Real em nós.

As Percepções [A Percepção] estão/está em nós!

Por isso, Jesus, perguntou: Quem dizem ser o "Filho do Homem"? 

E após ouvir vários "pensamentos" [opiniões ou conjecturas das mentes dos personagens] sobre quem Ele era, perguntou a Simão: "E tu, o que dizes?". Ao que Simão respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus Vivo". Ouvindo esta resposta Jesus fez a seguinte observação: "Simão, Filho de Jonas, isso Quem te revelou não foi carne e sangue [significando que não adveio da mente de Simão, cuja substância é "carne e sangue". Ou seja, não veio da "Representação"], mas de Meu Pai"; E acrescentou: "Que está no Céu"! [Céu é a "Realidade", o Real, subjacente à "Representação"].

A principal característica da Percepção é o fato de ser impessoal!

Todos os iluminados têm plena consciência deste fato – de que o que estão percebendo, e compartilhando em termos de ensinamentos, não são algo pessoal ou válido e aplicável apenas a si mesmos. Ao contrário! Eles compartilham o que percebem, como ensinamentos, justamente porque sabem que o que ensinam tem validade impessoal e universal.

Enfim, isso que foi compartilhado por Aquele que na Representação aparece como o Divino personagem Jaime Pires é uma Percepção!

Se ele estivesse na presença de Jesus, Jesus diria: Jaime Pires, isso Quem te revelou não foi carne e sangue, mas Meu Pai, que está no Céu!

As Percepções nos proporcionam um grande desfrute, pois é Divino saber que provém do real em nós. E quanto mais compartilhadas mais elas vão substituindo os pensamentos das mentes por pensamentos de Deus! [Atentem a este detalhe sutil mas fundamental: Existem na Representação pensamentos dos personagens e Pensamentos de Deus. Pensamentos de Deus são Percepções! Por isso na Bíblia há uma Percepção justamente sobre esta diferenciação, na qual está escrito: 

"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos." (Isaías 55:8-9)

Por isso a síntese [o slogan] do ensinamento compartilhado no Núcleo é: "Perceba, desfrute e compartilhe!"

Notem que é: "Perceba, desfrute e compartilhe!".

Não é: "Pense, desfrute e compartilhe!".

Por isso devemos partir sempre das próprias Percepções, ou seja, dos Pensamentos de Deus, que aparecem na Representação como ensinamentos dos iluminados. Os iluminados sabem que Sua real identidade não é a identidade dos personagens que estão representando. Eles sabem que são o Ator subjacente ao personagem que estão representando e sabem também que a real identidade de qualquer outro "personagem" também é o Ator subjacente... Há Um Ator subjacente a qualquer "personagem"! 

Os iluminados percebem algo que não é possível ser percebido pela mente de nenhum personagem... Eles percebem que o Ator subjacente a todo personagem é Um e o mesmo! Essa é a quintessência de todo ensinamento divino! Essa é a Percepção da Unidade que subjaz à multiplicidade!

Sobre essa Percepção Unitária Jesus revelou: "Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós." (João 14, 20)

A passagem completa e o contexto na qual se insere, o qual fala do Consolador, o Espírito de Deus, que nos lembraria a todos desses ensinamentos, dessa revelação divina é este:

João, Capítulo 14: 

1. Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
2. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.
3. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.
4. E vós sabeis o caminho para onde eu vou.
5. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?
6. Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
7. Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto.
8. Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.
9. Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?
10. Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras.
11. Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras.
12. Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.
13. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.
14. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.
15. Se me amais, guardareis os meus mandamentos.
16. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,
17. o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.
18. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.
19. Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis.
20. Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós.
21. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.
22. Disse-lhe Judas, não o Iscariotes: Donde procede, Senhor, que estás para manifestar-te a nós e não ao mundo?
23. Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.
24. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.
25. Isto vos tenho dito, estando ainda convosco;
26. mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.
27. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
28. Ouvistes que eu vos disse: vou e volto para junto de vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.
29. Disse-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais.
30. Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim;
31. contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.

Os que quiserem se aprofundar nas revelações leiam e meditem em complemento a estas palavras sobre o que segue:  

Efésios, Capítulo 2:
    
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé [Fé é a Percepção divina entronizada, ativa em nós]; e isto não vem de vós [não vem dos personagens, não vem da "Representação"], é dom de Deus [vem do Céu, que é o Real em nós].

Não vem das obras [não vem de obras de personagens], para que ninguém se glorie;

Porque somos feitura sua [Sua, de Deus], criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;

Que naquele tempo estáveis sem Cristo [sem o Espírito de Deus que Percebe o Real], separados da comunidade de Israel [comunidade dos Filhos de Deus, os que Percebem e interagem com o Real], e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.

Mas agora em Cristo Jesus [com a Percepção do reino de Deus por Ele compartilhada como Seus ensinamentos], vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio,

Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto;

Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.

Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;

Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;

No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.
No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito. 
(Efésios 2:8-22)

Gratidão a Aquele que aparece como o divino personagem Jaime Pires por compartilhar Sua Percepção.   

Gratidão a Aquele que aparece como o divino personagem Gustavo por compartilhar Sua Percepção.

Gratidão a Aquele que aprece como o divino personagem, leitor dessa mensagem, por me permitir compartilhar essa Percepção.

A todos, a Paz de Cristo.

sábado, dezembro 31, 2016

Ano renovado pela Presença

- Joel S. Goldsmith -


O Novo Ano espiritual

Se o início de um ano novo é encarado apenas como o começo de um calendário, não tem qualquer significado e nem suscita qualquer esperança ou boa expectativa, para mim para você ou qualquer outra pessoa. Nesta época sempre se trocam as tradicionais saudações de "Feliz Ano Novo".

Todavia, por bons que sejam os desejos que damos e recebemos, eles não tem o poder de atrair felicidade, paz, harmonia, prosperidade ou vida nova, naquele ano que começa.

No dia de ano novo os jornais vêm cheios de predições para a ano vindouro: horóscopos, estatísticas, opiniões de homens públicos, na tentativa de predizer o que acontecerá. Sabemos que tais prognósticos são muito pessoais e, por isso, cada um chega a conclusões diferentes.

Seria interessante reler as predições feitas no ano anterior para ver quão pouco dessas previsões aconteceram. As predições e desejos não têm poder para trazer qualquer coisa nova à nossa experiência. Não queremos com isto, desanimar vocês. Ao contrário, desejamos encorajá-los, mostrando-lhes que as predições não tem qualquer influência em seu novo ano individual. Queremos que saibam que os resultados do ano vão depender do modo como vocês vão encarar e agir, por vocês mesmos. Vocês é que vão determinar o que será o novo ano!

O Poder de um Indivíduo

Cada pessoa tem uma influência tremenda, não apenas sobre a sua própria vida, como sobre a vida dos que lhe são próximos e queridos. Mais ainda: cada pessoa tem a possibilidade de influenciar o mundo Inteiro. De fato, o curso da história muitas vezes tem sido alterado por uma pessoa.

A eleição de 1960 nos Estados Unidos é um bom exemplo do grande poder que um indivíduo pode exercer. Uns poucos votos mudaram os resultados em alguns Estados e, menos de um por cento determinou o resultado da Nação inteira. Não pensemos, pois, que temos pouco poder para mudar o curso da história de uma nação ou do mundo. Um voto ou uma dúzia de votos pode mudar o curso dos acontecimentos. Não precisamos citar os exemplos mais expressivos, de homens como Moisés, Buda Lao-Tsé, Jesus – para mostrar a enorme influência que exerceram em seu tempo e sobre a posteridade. Ninguém pode prever como, num único ano, uma pessoa ou um grupo de pessoas pode provocar mudanças expressivas num país ou no mundo. Seja qual for a transformação provocada, ela começa com o indivíduo e depois se amplia, afetando a experiência dos outros. Portanto, comecemos individualmente, com você ou comigo. Saibamos que o Novo Ano não tem, em si mesmo, qualquer poder para ser diferente do ano anterior. Em outras palavras, neste ano que começa, à semelhança de todos os anos anteriores, alguns virão a ser mais sadios; outros adoecerão; alguns prosperarão; outros empobrecerão. Terá bênçãos e problemas, mas estes não poderão perturbar igualmente todas as pessoas, nem todas as cidades nem todas as comunidades.

A Consciência é o Segredo

Qual a causa de o novo ano ser diferente para cada pessoa? A resposta, como sempre, pode ser encontrada numa só palavra: "CONSCIÊNCIA". Em nossa natureza, cada qual atinge um estado ou grau de consciência. Seja qual for a nossa experiência externa, ela é sempre determinada por nosso estado de consciência. A palavra "consciência" encerra, portanto, o inteiro segredo da vida individual e coletiva; o segredo da harmonia ou da discórdia.

Em nossos tempos de moço temos pouco ou nenhum controle sobre a nossa consciência, devido ao controle e domínio que nossos parentes mais velhos tiveram sobre nós. Eles nos determinaram um padrão em nossa consciência. Na realidade, nesse tempo fomos um prolongamento da consciência deles – de suas atitudes e defeitos. Além disso, alguns nascem cheios de esperança, paz, alegria e segurança, enquanto outros vêem o mundo com dúvidas, medos e ansiedades.

Todos conhecemos crianças que eram realmente bonitas em seus primeiros anos de vida – um reflexo da consciência de seus pais. Mais tarde, quando passaram a exercer a própria consciência, muitas vezes perdem esta beleza, este atrativo que tiveram em criança: tinham nível inferior de consciência em relação aos pais. Mas quando tem o, mesmo nível, conservam a mesma aparência da infância. Por outro lado, ha também "patinhos feios": pessoas que, ao atingir a fase adulta e assumir sua própria consciência individual, bem superior a dos pais, desabrocham em beleza quando se libertam da influência deles.

Complexos de inferioridade e de pobreza são também muitas vezes impingidos às crianças, pelos pais e, somente quando se libertem dessa influência é que podem florescer e expandir-se.

Como crianças, não somos responsáveis, uma vez que sofremos a influência dos adultos. Só quando adquirimos a idade para tomar as próprias decisões e viver as nossas vidas, libertando-nos das influências da infância (as inconvenientes) ou aproveitando-as (as que foram sadias) é que assumimos a consciência individual e a desabrochamos a nosso modo.

A educação, a formação, é necessária, mas devemos depois adquirir um padrão sadio de pensar, revendo as influências que sofremos na infância e recolhendo apenas a que nos seja edificante.

Poucos indivíduos atingem a liberdade interna suficiente para viver suas próprias vidas, ao atingir sua faze adulta. Usualmente, enquanto estão na terra, continuam a viver a vida dos outros, condicionados pelos padrões de sua comunidade, de sua família, de seus amigos. São incapazes de superar tais influências ambientais porque não foram orientadas no sentido de que cada indivíduo é uma consciência individual, com capacidades próprias, características singulares, dirigido por uma Consciência divina interna, para livrar-se de todas as influências externas, ambientais, da época, da propaganda e começar a viver "na liberdade com que Cristo nos libertou".

A nós, que tivemos a ventura de ser dirigidos a um ensinamento metafísico ou espiritual, é dada a oportunidade de "sair dessas influências" para tornar-nos nós mesmos. Já nas primeiras experiências com os ensinamentos espirituais, aprendemos que existimos como consciências e que Deus é a substância primordial, a Essência e a Lei desta consciência nossa. Portanto, podemos e devemos demonstrar a Graça de Deus, em vez de ficarmos restringidos e condicionados pelas influências físicas, mentais, morais ou financeiras sob as quais nascemos. Em verdade vivemos pela Graça de Deus. Podemos ficar acima de tudo o que se passa no mundo. Nosso bem não deve depender das condições externas favoráveis e nem pode ser despojado pelas circunstâncias adversas ou negativas. Devemos ficar acima da consciência das massas e começar a viver as nossas vidas como indivíduos.

Só então é que chegamos ao novo ano. É inútil nutrir a esperança de que os meses vindouros nos tragam algo de novo, simplesmente porque ainda não os vivemos. Nossa grande e única esperança está na transformação da consciência, que nos trará uma mudança interna. Esta melhora de consciência é que pode tornar o ano NOVO, melhor que no passado, mais rico, mais profundo, mais harmonioso e mais saudável. O novo, em nós, suscita o novo, fora: nas circunstâncias e nas pessoas!

- "A carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja de vosso querer" (Gálatas 5:17).

- "Sois o santuário de Deus. Retirai-vos dos ídolos e não toqueis em cousas impuras, e Eu vos receberei". (II Coríntios 6:16.17).

Reconheça a Presença interna

Concordando com a necessidade de transformação de consciência, para tornar o ANO NOVO melhor em todos os sentidos, cabe-nos determinar: “Qual deve ser esse novo estado de consciência?”.

Nossos estudantes sabem que uma consciência imbuída da Verdade sempre expressará condições harmoniosas em sua vida. Sabem que nossa vida é um reflexo do grau de Verdade imbuída em nossa consciência, isto é, a qualidade da Verdade com que nossa consciência está construída.

Se bem que seja verdade que Deus constitui a nossa consciência e, portanto, já possuamos a plena, completa e perfeita consciência espiritual, devemos compreender que essa perfeição é potencial, disponível, demonstrável. Cabe a cada um de nós revelar aos poucos essa perfeição, por um trabalho individual na Verdade; pelo empenho em nossos deveres, até que a Presença seja realizada em plenitude à nossa consciência.

Sem um contínuo reconhecimento desta Presença Interna, ficamos hipnotizados pela consciência de massa e sujeitos a ela. Ficamos sob a lei de acidente: se coincidir de ser um novo ano progressista, de boa saúde, talvez partilhemos disso. Mas se acontecer um ano economicamente depressivo, de epidemia, também disso partilharemos.

O modo de evitar fazer parte da consciência de massa – esse viver robotizado, movido pelas crenças mundanas – é começar e terminar nosso dia em estado de oração. É manter-nos vigilantes na consciência de nossa real identidade, como filhos de Deus, vivendo uma própria vida e não a vida dos outros, assim como não buscamos que os outros vivam nossa vida. Deus é que deve viver em ou como nós.

“Deus, no meio de mim, é poderoso”. Há uma Presença divina que vai diante de mim “para endireitar os caminhos tortuosos” (Is.45:2). Há um Poder e uma Presença espirituais dentro de mim, que é a lei de ressurreição sobre toda a experiência humana, sobre os meus negócios e meu corpo; sobre minha profissão e minha saúde. Há uma influência espiritual que restaura até mesmo “os anos perdidos do gafanhoto”.

Devemos aprender a conscientizar a Presença divina em nós, muitas vezes ao dia – até que se torne uma constante. É isto que nos sobreleva a consciência da massa e nos capacita a viver sob a orientação de Deus, pela Graça. A Lei, a substância, o poder de Deus nos suprem, quando O reconhecemos em todos os nossos caminhos e conservamos nossas mentes focadas nEle. Só isto nos separa da influência da massa e salva-nos da experiência coletiva, capacitando-nos a ser uma Lei em nós mesmos.

Portanto, Sede Vós Perfeitos

Vimos a ser uma Lei sobre nós mesmos a partir do momento em que conscientizamos Deus em nosso íntimo e aceitamos que Ele nos dirija; do momento em que reconhecemos nosso relacionamento como Filhos e Herdeiros dEle, em usufruto de todas as riquezas celestiais. Só pela consciente e compreensiva aceitação desta Verdade é que nos colocamos sob a Lei de Deus. Estamos sob às leis da humanidade, sob a Lei do Karma, sob a Lei de Causa e Efeito. Todas as leis que operam sobre a consciência humana, produzem seus efeitos sobre nós, individualmente, enquanto não atingirmos a realização espiritual e não demonstrarmos a plenitude da harmonia pela Graça.

O mandamento é: “Portanto, sede vós perfeitos como é perfeito a vosso Pai celestial”. Elevando-nos gradualmente à perfeição é que nos separamos das leis e crenças que governam o mundo. Não há meio de um ser humano chegar a ser perfeito enquanto não reconhecer a perfeição potencial de Deus em seu íntimo, como possibilidade de alçar-se de “gloria em glória”, sob a orientação divina, sob Seu Reino e Sua Lei. Só podemos ser perfeitos pela realização da perfeição divina que já está em nós. Este reconhecimento é importante para estímulo e esforço consciente de superação da influencia de massa.

Como dissemos, esta perfeição não se ganha num instante. Devemos começar no ponto em que nós estamos, sem reclamar essa perfeição a nós mesmos, mas “esquecendo-nos das coisas que ficam para trás” e conscientizando que “Eu e o meu Pai somos Um”. Esta unidade governa nossa vida com harmonia. É uma benção, mesmo na pequena medida inicial de nossa capacidade. Ninguém, neste momento, está exprimindo a plenitude de Deus. Mas podemos regozijar-nos se, em alguma medida, já podemos demonstrar a capacidade de separar-nos da consciência de massa; se, em alguma proporção podemos apartar-nos dos erros, doenças e limitações a que estaríamos sujeitos num viver comum.

Não caiamos no mesmo erro de alguns estudantes metafísicos que desanimaram e desistiram do esforço, por não haverem demonstrado harmonia e liberdade interior completas. Ao contrário, alegremo-nos a cada pequeno avanço neste sentido, em nossa experiência, pois é prova de que estamos nos aproximando da mais alta realização, que será seguramente alcançada, se persistirmos neste caminho.

De nada nos vale saber, ler, pensar, que a sintonia com o Divino interno é benéfico. É preciso praticar! É indispensável buscar essa sintonia, para conquistá-la aos poucos. Se não a buscamos, quando a realizaremos?

Nossa vida, neste ano, pode ficar sob a orientação e governo amorosos de Deus, na medida em que aceitarmos e praticarmos esta verdade e nela persistirmos. Não há meio de a Lei ou a Verdade espiritual tocar-nos com a Graça, se não as aceitamos e não as buscamos conscientemente. Depende só de nós: é algo intransferível; ninguém pode fazer por nós, por mais que nos ame e por mais estreitos que sejam os laços que nos unam.

Lembremos: mesmo depois de três anos de íntimo convívio com o Mestre, Judas O traiu; os demais discípulos (com exceção de João) O abandonaram, quando Ele mais precisava deles. Isso mostra do quão convictos devemos estar da Verdade, para abraçá-la e demonstrá-la em todas as circunstâncias.


Passos no Desenvolvimento da Consciência Espiritual

Quando o estudante deste caminho se põe sob a orientação de um Instrutor, é-lhe ensinado que o primeiro e importante passo que deve dar, é o do RECONHECIMENTO CONSCIENTE do governo de Deus; é submeter-se, sincera e voluntariamente à orientação do Divino interno, como Sua Lei e Substância. Deve praticar diariamente a conscientização da Presença interna, recordando-se constantemente dela como inspiração e ajuda; como poder que supera qualquer problema ou desafio na vida exterior.

Com esta prática ele chegará à firme convicção do que disse o Mestre: "Eu venci o mundo". Que desejou o Mestre significar com isto? Que havia alcançado um alto nível de consciência, onde não mais podia ser afetado pela consciência de massa, ou leis mentais e materiais. O comportamento dos governos, a segurança do mundo, o clima, as flutuações econômicas, os alimentos, as crenças reinantes, os eventos todos – nada disso já o podia afetar. Ele havia atingido tal alto nível de consciência que lá só podiam funcionar as leis espirituais.

Os primeiros passos para o alcance desse elevado estado de consciência são:

a) o reconhecimento da Presença interna;
b) o reconhecimento de que esse Espírito interno é o único poder, a única Lei e a única Realidade.

Desde manhã, através do dia, até à noite, somos bombardeados pelas crenças mundanas em poderes materiais, mentais e legais. Devemos estar alertas para não nos deixarmos afetar por elas. Cada um de nós deve conquistar algum grau de reconhecimento de que o único poder real é o espiritual: a Lei, a Vida espiritual, onipresente. As leis materiais e mentais não têm poder – a não ser o poder que lhes damos quando nelas acreditamos. Eis a Verdade que liberta os homens das restrições deste mundo. Este é o principio básico; a serena e firme convicção de que devemos chegar: o poder espiritual é a única realidade!

Deste modo podemos começar a compreender, ainda que em pequena medida, o que disse o Mestre: "levanta-te, toma o teu leito e anda!", "Estende a tua mão!" Jesus quis dizer: Qual o poder que pode existir fora de Deus? Há outro poder que não seja Deus? O erro será um poder? Ou a doença? Ou o dinheiro? Será que existe realmente um poder fora de Deus e de seu amoroso governo? Gradual e seguramente também chegaremos àquele ponto em que podemos dizer: "Levanta-te, toma o teu leito e anda!" – porque aquilo que reconhecíamos como poder ou limitação, fora de nós (em virtude de nossas crenças em dois poderes: o bem e o mal) – já não representam poder e nem limitação para nós. Enquanto aceitamos dois poderes, ficamos sujeitos a eles. Logo, o primeiro passo de realização que devemos fortalecer, é de que há somente uma Presença e um Poder internos, que governam nossa vida e circunstanciais. E esse poder é espiritual. Essa Lei é espiritual. Essa atividade é espiritual. Tudo o mais é desprovido de poder, de presença, de continuidade, de causa e de efeito – porque não tem lei que o sustente. A única Lei é Deus e Deus é amor!

Assim, o Ano Novo é modelado por aquilo que realizamos em nosso íntimo. É verdade que ainda continuamos com nossas atividades, atendendo aos nossos deveres no mundo, cuidando de nossos negócios ou de nossa profissão - seja ela qual for – mas agora de forma diferente: governados pela Consciência crística interna.


quinta-feira, dezembro 29, 2016

Desconstrução e sistema de crenças

 


Questão: Querido irmão Awam. Sinto que estou desconstruindo meu sistema de crenças e me tornando uma pessoa melhor, mais livre. Isso é bom?

Awam: Desconstruir com a intenção de se tornar algo melhor não é construir? Desconstrução é simplesmente olhar através da Vida e não olhar através da mente. Quando você olha através da Vida tudo na “existência” é experiência e não real. Está construído mas, não está construído. Existe somente dentro da sua cabeça. Não se identifique com esta dentro da sua cabeça e não precisará desconstruir nada, pois além da mente tudo está pronto, é bonito e maravilhoso.

Questão: Quando me aceito como sou, posso então mudar?

Awam: Quando perceber quem você realmente é, o “mudar”, o “desconstruir” se torna desnecessário.

Questão: Meu sistema de crenças não me deixa ser livre, não devo desconstruir isso?

Awam: Você acha que adotou um sistema de crenças mas, é o sistema de crenças que adotou você. Ele foi te seduzindo aos poucos, você nasceu órfão de crenças. Conforme foi crescendo, o sistema de crenças dos outros foi te convencendo a ver o mundo através dele. Ao aceitá-lo, ele foi ativando seus Memes (parte genética que guarda sua herança cultural). Assim, foi edificado por sua mente um grande sistema de crenças, consciente e inconsciente. Como você vai desconstruir tudo isso? Mesmo que tudo isso fosse consciente, você não conseguiria. Então não perca seu tempo nesse labirinto sem saída.

Questão: E qual é a saída? Qual a saída do sistema de crenças?

Awam: Não tem saída porque nunca teve entrada. Você não entrou em um sistema de crenças, foi ele que entrou em sua mente. Apenas não se identifique com ele. Assim perderá a importância e perdendo a importância, ele perde a força. Uma vez perdendo a força, vai procurar outra pessoa para atormentar.

Você é Vida. Vida é livre. Não há nada para ser desconstruído, não existe nenhuma uma crença para ser abandonada. A não ser a crença de que você tem crenças. Nenhuma busca pela saída. 

Nem saída... Nem entrada...

Essa é a Verdadeira Natureza.


terça-feira, dezembro 27, 2016

"EM MIM"


- Dárcio Dezolt -


Seja Krishna, seja Buda, seja Isaías, seja Jesus, seja Paulo, seja qual for o revelador da Verdade, ele assim o chamará: “Olhai para Mim”, “Encontrai refúgio em Mim”, “Vinde a Mim”! 

Para poderem dizer isto, Krishna se livrou de Krishna, Sidarta se livrou de Sidarta, Isaías se livrou de Isaías, Jesus se livrou de Jesus, e Paulo se livrou de Paulo!

Somente aquele que se viu “EM MIM” conhece a Mim e conhece a SI MESMO! Por isso, jamais existiu um chamado a Krishna, a Buda, a Isaías, a Jesus ou a Paulo! Quem pretender atender ao chamado, unicamente deverá “IR A MIM”, como todos  fizeram!

Toda meditação ou oração  tem, em última análise, este objetivo único: a percepção de se “estar em Mim”. Unicamente “em Mim” a Existência acontece! Unicamente “em Mim” a Vida se manifesta! “Nada há, ao lado de Mim”.

“Em Mim” unicamente há Luz. “Em Mim” unicamente há Amor. “Em Mim” unicamente há Espírito. “Em Mim” você vive, se movimenta e tem o seu Ser. “Em Mim” não há mágoas, ressentimentos ou queixas; a Substância única é onipresente e perfeita! Tudo e todos estão “em Mim”; portanto, fora “de Mim” nada existe! Fora “de Mim” não existe Deus!

“Em Mim” tudo está completo, consumado e perfeito! “Em Mim”, nada muda! “Em Mim” não existe tempo; não há, portanto, nascimento, mudança ou morte! “Em Mim” há unicamente o AGORA! “Em Mim” há Eternidade, Unidade, Inteireza!

“Em Mim”, VOCÊ É Aquele que Eu Sou! Quem vê “a Mim”, vê a Minha Totalidade! Quem vê “a Mim”, vê a Minha Unicidade! Quem vê "a Mim", vê Aquele que vê, Aquele que É, Aquele que Eu Sou! Quem vê “a Mim”, vê-se em Unidade comigo! Quem “vê a Mim”, vê que, “em Mim”,  somos todos Um.