"MAIOR É O QUE ESTÁ EM VÓS DO QUE O QUE ESTÁ NO MUNDO." (I JOÃO 4:4)

terça-feira, janeiro 16, 2018

Mente: uma via de percepção

- Joel S. Goldsmith - 


No plano humano, a mente é criativa. Ela pode criar o bem e o mal – e os cria.

No plano espiritual, contudo, a mente não é uma faculdade criativa, mas uma larga via de percepção da Perfeição Absoluta.

Se, por exemplo, tivermos uma tela em branco diante de nós, e, em vez de torturar nossos cérebros buscando algo para preenche-la, aprendermos a ficar quietos e esperar, tomando a atitude interior: “Aí está a tela, Pai, pinte o quadro”, nós encontraremos ideias a fluir livremente, e dentro de nossa consciência surgirão as diretrizes do que a nossa mente e nossas mãos irão executar.

Em tal estado de receptividade, as invenções, as descobertas e os projetos na prancheta, ou qualquer ideia que seja necessária, serão desenvolvidos, assim como receberemos habilidade para executar tais ideias.

Assim ocorre porque a sede real da inteligência é a Alma ou Espírito e a Inteligência divina atuando por meio do seu instrumento, que é a mente.

Todo o segredo está em fazer a transição entre uma mente que pensa, projeta e planeja e uma mente que repouse num estado de lucidez do qual possam fluir as ideias divinas.

Contudo, desde a experiência ilusória conhecida como “queda do homem”, ou seja, desde que o homem se reconheceu como carnal  separado do Espírito Único  Deus, a mente tem sido usado como uma faculdade criativa, e é o que está na raiz dos nossos problemas e sofrimentos de hoje.

Assim, quando somos chamados a ajudar nossos familiares, amigos ou os demais, ou mesmo a ajudar a nós mesmos, em vez de tentar mudar as pessoas ou as condições, ou em vez de condenar a nós mesmos ou aos outros, podemos perceber que isso é só mais uma maneira de a mente se nos apresentar.

A ação de curar reside na nossa descoberta de que “a mente não é um poder: a mente é uma larga via de percepção”.

Poderemos observar o quão milagrosamente isso trabalha, sempre que formos induzidos a cometer qualquer tipo de erro, se não o combatermos mas silenciosamente percebermos: “Deus é o grande e único princípio criativo da vida, a fonte de todo Ser. Apenas Deus. Tu não terás outro Deus fora de Mim – nenhum outro poder, nenhum outro criador, mas só Um; só Deus É, e o que me aborrece não pode vir de Deus, e sim da mente. É a mente me apresentando um quadro de algum tipo de carência”.

Aqueles que vivem no Espírito têm vislumbres do Real ou da Criação Espiritual, e são capazes de discernir o homem real, feito à imagem e semelhança de Deus, e de ver que nada jamais interfere na harmonia do desenvolvimento e revelação do homem espiritual.

Contudo, no nível humano, nossa mente governa nosso corpo e todos os aspectos da criação, e os governa para o bem e para o mal.

Num dia nos traz saúde e noutro, a doença; um dia traz a riqueza e outro dia, a carência, pois a mente sendo da Terra é constituída das duas qualidades – bem e mal  , e por isso se manifesta e se exprime por esses extremos.

Até que nos elevemos acima da "mente - pensamento", não poderemos estar acima dos pares de opostos.

Quando transcendemos a mente pensante e tocamos o reino do Espírito, vivemos num estado de consciência diferente. Não mais lançamos mão de afirmações ou negações, remédios físicos ou mentais: agora fazemos contato com o centro espiritual, onde encontraremos a paz, e então achamos ter transcendido a atividade mental do bem e do mal.

Vivemos na aparência uma vida que o mundo chama “normal”, mas que é na verdade um vida espiritual que, em grande medida, é intocada pela atividade da mente sem iluminação.

Corretamente entendida, a mente é um instrumento de Deus, criada por Deus. Portanto, a mente em si mesma, assim como seus produtos, é só um efeito. Não é causa, mas efeito. Apenas Deus, Alma ou Espírito, é Causa, e o corpo e a mente, efeitos.

Se permanecermos com a verdade espiritual em nossa consciência, nenhum dos males deste mundo se aproximará de nossa moradia, porque a verdade mantida na consciência passa a viver nossa vida.
Vivendo numa atmosfera de discernimento espiritual e preenchendo a consciência com a Verdade, momento virá em que a Verdade assuma a direção da nossa mente e não nos será mais necessário preencher a mente com a Verdade.

A partir daí, será o contrário. Não mais seremos nós a pensar na verdade lembrando, afirmando ou meditando sobre ela: será a própria Verdade a usar nossa mente para se expressar, sempre nos usando, sempre fluindo através de nós.


sábado, janeiro 13, 2018

Diga "Eu sou Deus" convictamente!

- Dárcio Dezolt -


O tempo inteiro o mundo lança sobre você as crenças hipnóticas contrárias à Verdade e à Unidade. O dualismo que forma o "mesmerismo de massa" não lhe dá trégua! Por isso, não relute em afirmar a Verdade: "EU SOU DEUS!" Afirme-a resolutamente, sem reservas ou restrições! "Sem o Verbo (Deus), nada do que foi feito se fez", diz a Bíblia! Você vive! Você é Verbo! Você é Deus!

Não vá na conversa mésmerica de que somente será Deus "quando estiver consciente deste fato"; se você assim acreditar, estará afirmando: "EU SOU ILUSÃO!"

A dualidade é uma farsa! A Verdade é fato perene! Acreditar em "conscientização humana" para que alguém seja Deus é duvidar de que Deus seja Tudo! Afirme com coragem e determinação: "EU SOU DEUS!" Não existe outra opção!

Não há outra PRESENÇA, sendo a SUA PRESENÇA, que não seja DEUS! Não ceda a nada que contrarie o Fato eterno! Não admita aceitar o que a cega e ilusória "mente humana" lhe diz que você é! Esta mente não existe! Sente "resistências", quando afirma "Eu Sou Deus"? Tais "resistências" são as "crenças" infiltradas em sua aceitação! Não perca tempo com sugestões hipnóticas! Expulse-as! Viva a Verdade que é VIDA sendo VOCÊ! Entenda que não há Verdades pessoais, mas tão somente universais! Se Jesus disse: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida", a UNIDADE QUE SOMOS é quem o afirma! Simplesmente endosse-a! Sem rodeios! Afirme: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida", "Eu sou Deus!"

Faça isso e estará no juízo justo, o julgamento que "honra o Filho como honra o Pai", como disse Jesus. Honre-se formando a "Videira una", sem dar brechas ao dualismo do "mesmerismo". Ilusão é nada! Não se conscientiza de coisa alguma! E DEUS É TUDO! Já está consciente de SER TUDO! Por isso, você, como Consciência, é DEUS!


quarta-feira, janeiro 10, 2018

"Batei, e se vos abrirá"

- Dárcio Dezolt - 


“Batei, e se vos abrirá” – disse Jesus. Dava assim a garantia de que “todo aquele que se dedicasse  a conhecer a Verdade”, nunca o faria em vão: de uma forma ou de outra, ele a teria revelada! O suposto “mundo fenomênico” é um ardil da “mente carnal”, desviando a atenção do real e permanente Reino de Deus, incapaz de ser percebido ou mostrado por ela! Ocorre, no entanto, que é NELE que todos estamos agora vivendo! Desse modo, enquanto este “bater”, que nos faça ver a “porta da Verdade se nos abrir”,  for feito com esta “mente falsa e cega”,  seremos iludidos por ela e sua ilusão de “vida terrena”!

A Verdade que alguém possa desejar conhecer, é a Verdade que ele próprio já É! Por isso vem-lhe o desejo de conhecê-la! “Ao que TEM, muito lhe será dado, mas, ao que NÃO TEM, até o pouco que tem lhe será tirado”, disse Jesus. A aplicação desta revelação, em seu alcance absoluto, indica a necessidade de admitirmos, a priori, que "somos a Verdade", para que estejamos na mesma frequência do que, aparentemente, desejarmos conhecer.

A “lógica divina” difere por completo da suposta “lógica humana”, que considera as pessoas sempre carentes ou necessitadas de algo do que creem não possuir. Na “lógica divina”, imperam as “loucuras de Deus”, dentre as quais figura esta iluminada e importantíssima instrução de Jesus: “Ao que tem, muito lhe será dado”!

Não há Deus algum dando “graças e bênçãos” a prestação! “Vosso Pai se agradou em dar-vos o Seu Reino” – declarou Jesus. Por que a maioria, mesmo após mais de dois milênios, continua ignorando tão importante revelação? Por estar convicta de viver num limitado, finito e imperfeito "mundo material"! Por que Jesus fez a iluminada declaração, de que “JÁ TEMOS O REINO DE DEUS”? Por ser a VERDADE, e por saber que A MENTIRA teria de ser por ela substituída! “Vós, deste mundo, não sois” – disse ele.

Se alguém disser que “deixou de ter um ilusório mundo terreno”, por ter-se aceito como dono do Reino Celestial, provavelmente terá sua sanidade posta sob suspeita! Para a maioria, a ILUSÃO é a VERDADE, e, como disse Paulo, “as coisas de Deus são loucuras para os homens”. Em vista disso, quem estuda o enfoque absoluto, deve se habituar com as revelações estranhas à limitada “lógica do mundo”!

Aceite as Verdades reveladas como confiáveis e já em evidência. Primeiramente, acredite que VOCÊ É A VERDADE, e nunca que está “à procura dela”! Aceite que VOCÊ TEM A VERDADE, e nunca que “um dia a poderá vir a conhecer”! Aceite que VOCÊ JÁ POSSUIDOR DO REINO DE DEUS! Admitir estas revelações significa admitir SER FILHO DE DEUS, e, ao mesmo tempo,  significa “se despojar” do “eu” supostamente nascido na matéria!

Trabalhe com os princípios absolutos, crendo serem eles a Verdade consumada! É dessa forma que "a porta se lhe mostrará aberta"!

“Eu sou a porta” – disse Jesus. Faça, igualzinho, este mesmo reconhecimento! Há unicamente um "Eu", uma "Vida", uma "Consciência", um "Universo"! Este "Eu Sou" é a Unidade Perfeita, é o "Eu" que Jesus é, e o "Eu que você é!


sábado, janeiro 06, 2018

PRINCÍPIOS DOS MILAGRES

- Um Curso em Milagres - 


50 PRINCÍPIOS DOS MILAGRES

1. Não há ordem de dificuldades em milagres. Um não é mais “difícil” nem “maior” do que o outro. Todos são o mesmo. Todas as expressões de amor são máximas.

2. Milagres em si não importam. A única coisa que importa é a sua Fonte, Que está muito além de qualquer avaliação.

3. Milagres ocorrem naturalmente como expressões de amor. O amor que os inspira é o milagre real. Nesse sentido, tudo o que vem do amor, é um milagre.

4. Todos os milagres significam vida, e Deus é o Doador da vida. A Sua Voz vai dirigir-te de forma muito específica. Tudo o que precisas saber te será dito.

5. Milagres são hábitos e devem ser involuntários. Não devem estar sob controle consciente. Milagres conscientemente selecionados podem ser guiados de forma equivocada.

6. Milagres são naturais. Quando não ocorrem, algo errado aconteceu.

7. Milagres são um direito de todos; antes, porém, a purificação é necessária.

8. Milagres são curativos porque suprem uma falta; são apresentados por aqueles que temporariamente tem mais para aqueles que temporariamente tem menos.

9. Milagres são uma espécie de troca. Como todas as expressões de amor, que são sempre miraculosas no sentido verdadeiro, a troca reverte às leis físicas. Trazem mais amor tanto para o doador quanto para a-quele que recebe.

10. O uso dos milagres como espetáculos para induzir a crença é uma compreensão equivocada do seu propósito.

11. A oração é o veículo dos milagres. É um meio de comunicação do que foi criado com o Criador. Através da oração o amor é recebido e através dos milagres o amor é expressado.

12. Milagres são pensamentos. Pensamentos podem representar o nível mais baixo ou corporal da experiência, ou o nível mais alto ou espiritual da experiência. Um faz o físico e o outro cria o espiritual.

13. Milagres são tanto princípios como fins, e assim alteram a ordem temporal. São sempre afirmações de renascimento, que parecem retroceder mas realmente avançam. Eles desfazem o passado no presente e assim liberam o futuro.

14. Milagres dão testemunho da verdade. São convincentes porque surgem da convicção. Sem convicção deterioram-se em mágica, que não faz uso da mente e é, portanto, destrutiva; ou melhor, é o uso não-criativo da mente.

15. Cada dia deve ser devotado aos milagres. O propósito do tempo é fazer com que sejas capaz de aprender como usá-lo construtivamente. É, portanto, um instrumento de ensino e um meio para um fim. O tempo cessará quando não for mais útil para facilitar o aprendizado.

16. Milagres são instrumentos de ensino para demonstrar que dar é tão bem-aventurado quanto receber. Eles simultaneamente aumentam a força do doador e suprem a força de quem recebe.

17. Milagres transcendem o corpo. São passagens súbitas para a invisibilidade, distante do nível corporal. É por isso que curam.

18. Um milagre é um serviço. É o serviço máximo que podes prestar a um outro. E uma forma de amar o teu próximo como a ti mesmo. Reconheces o teu próprio valor e o do teu próximo simultaneamente.

19. Milagres fazem com que as mentes sejam uma só em Deus. Eles dependem de cooperação porque a Filiação é a soma de tudo o que Deus criou. Milagres, portanto, refletem as leis da eternidade, não do tempo.

20. Milagres despertam novamente a consciência de que o espírito, não o corpo, é o altar da verdade. É esse o reconhecimento que conduz ao poder curativo do milagre.

21. Milagres são sinais naturais de perdão. Através dos milagres aceitas o perdão de Deus por estendê-lo a outros.

22. Milagres só são associados com o medo devido à crença em que a escuridão possa ocultar. Tu acreditas que aquilo que os teus olhos físicos não podem ver não existe. Isso conduz a uma negação da visão espiritual.

23. Milagres rearranjam a percepção e colocam todos os níveis em perspectiva verdadeira. Isso é cura porque a doença vem da confusão de níveis.

24. Milagres fazem com que sejas capaz de curar os doentes e ressuscitar os mortos porque tu mesmo fizeste a doença e a morte, podes, portanto, abolir ambos. Tu és um milagre, capaz de criar como o teu Criador. Tudo o mais é o teu próprio pesadelo e não existe. Somente as criações da luz são reais.

25. Milagres são parte de uma cadeia interligada de perdão que, quando completa, é a Expiação. A Expiação funciona durante todo o tempo e em todas as dimensões do tempo.

26. Milagres representam a libertação do medo. ”Expiar” significa “desfazer”. Desfazer o medo é uma parte essencial do valor dos milagres na Expiação.

27. Um milagre é uma benção universal de Deus através de mim para todos os meus irmãos. O privilégio dos perdoados é perdoar.

28. Milagres são um caminho para ganhar a liberação do medo. A revelação induz a um estado no qual o medo já foi abolido. Milagres são assim um meio e a revelação é um fim.

29. Milagres louvam a Deus através de ti. Eles O louvam, honrando Suas criações, afirmando que são perfeitas. Curam porque negam a identificação com o corpo e afirmam a identificação com o espírito.

30. Por reconhecerem o espírito, os milagres ajustam os níveis da percepção e os mostram em alinhamento adequado. Isso coloca o espírito no centro, onde ele pode comunicar-se diretamente.

31. Milagres devem inspirar gratidão, não reverência. Deves agradecer a Deus pelo que realmente és. As crianças de Deus são santas e os milagres honram a sua santidade, que pode estar oculta mas nunca perdida.

32. Eu inspiro todos os milagres, que são realmente intercessões. Eles intercedem pela tua santidade e fazem com que as tuas percepções sejam santas. Colocando-te além das leis físicas, eles te erguem à esfera da ordem celestial. Nesta ordem, tu és perfeito.

33. Milagres te honram porque és amável. Eles dissipam ilusões a respeito de ti mesmo e percebem a luz em ti. Assim expiam os teus erros libertando-te dos teus pesadelos. Por liberar a tua mente da prisão das tuas ilusões, restauram a tua sanidade.

34. Milagres restauram a mente à sua plenitude. Por expiar o senso de carência, estabelecem proteção perfeita. A força do espírito não deixa lugar para intrusões.

35. Milagres são expressões de amor, mas podem não ter sempre efeitos observáveis.

36. Milagres são exemplos do pensamento certo, alinhando as tuas percepções com a verdade tal como Deus a criou.

37. Um milagre é uma correção introduzida por mim num pensamento falso. Age como catalisador, quebrando a percepção errônea e reorganizando-a adequadamente. Isso te coloca sob o princípio da Expiação onde a percepção é curada. Até que isso tenha ocorrido, o conhecimento da Ordem Divina é impossível.

38. O Espírito Santo é o mecanismo dos milagres. Ele reconhece tanto as criações de Deus quanto as tuas ilusões. Ele separa o verdadeiro do falso através da Sua capacidade de perceber de forma total e não seletiva.

39.O milagre dissolve o erro porque o Espírito Santo o identifica como falso ou irreal. Isso é o mesmo que dizer que por perceber a luz, a escuridão automaticamente desaparece.

40. O milagre reconhece todas as pessoas como teu irmão e meu também. É um caminho para se perceber a marca universal de Deus.

41. A integridade é o conteúdo perceptivo dos milagres. Assim, corrigem ou expiam a percepção defeituosa da falta.

42. Uma das maiores contribuições dos milagres é a sua força para liberar-te do teu falso senso de isolamento, privação e falta.

43. Milagres surgem de um estado milagroso da mente, ou um estado de prontidão para o milagre.

44. O milagre é uma expressão da consciência interior de Cristo e da aceitação da Sua Expiação.

45. Um milagre nunca se perde. Pode tocar muitas pessoas que nem mesmo encontraste e produzir mudanças nunca sonhadas em situações das quais nem mesmo estás ciente.

46. O Espírito Santo é o mais elevado veículo de comunicação. Milagres não envolvem esse tipo de comunicação, porque são instrumentos temporários de comunicação. Quando retornas a tua forma original de comunicação com Deus, por revelação direta, a necessidade de milagres acaba.

47. O milagre é um instrumento de aprendizado que faz com que a necessidade de tempo diminua. Ele estabelece um intervalo temporal fora do padrão, que não está sujeito às leis usuais do tempo. Nesse sentido ele é intemporal.

48. O milagre é o único instrumento a tua disposição imediata para controlar o tempo. Só a revelação o transcende, não tendo absolutamente nada a ver com o tempo.

49. O milagre não faz distinções entre graus de percepção equivocada. É um instrumento para a correção da percepção que é eficiente, sem levar em consideração o grau ou a direção do erro. É isso o que faz com que ele seja verdadeiramente indiscriminado.

50. O milagre compara o que tu fazes com a criação, aceitando como verdadeiro o que está de acordo com ela e rejeitando como falso o que está em desacordo.


sábado, dezembro 30, 2017

Ano renovado pela Presença

- Joel S. Goldsmith -


O Novo Ano espiritual

Se o início de um ano novo é encarado apenas como o começo de um calendário, não tem qualquer significado e nem suscita qualquer esperança ou boa expectativa, para mim para você ou qualquer outra pessoa. Nesta época sempre se trocam as tradicionais saudações de "Feliz Ano Novo".

Todavia, por bons que sejam os desejos que damos e recebemos, eles não tem o poder de atrair felicidade, paz, harmonia, prosperidade ou vida nova, naquele ano que começa.

No dia de ano novo os jornais vêm cheios de predições para a ano vindouro: horóscopos, estatísticas, opiniões de homens públicos, na tentativa de predizer o que acontecerá. Sabemos que tais prognósticos são muito pessoais e, por isso, cada um chega a conclusões diferentes.

Seria interessante reler as predições feitas no ano anterior para ver quão pouco dessas previsões aconteceram. As predições e desejos não têm poder para trazer qualquer coisa nova à nossa experiência. Não queremos com isto, desanimar vocês. Ao contrário, desejamos encorajá-los, mostrando-lhes que as predições não tem qualquer influência em seu novo ano individual. Queremos que saibam que os resultados do ano vão depender do modo como vocês vão encarar e agir, por vocês mesmos. Vocês é que vão determinar o que será o novo ano!

O Poder de um Indivíduo

Cada pessoa tem uma influência tremenda, não apenas sobre a sua própria vida, como sobre a vida dos que lhe são próximos e queridos. Mais ainda: cada pessoa tem a possibilidade de influenciar o mundo Inteiro. De fato, o curso da história muitas vezes tem sido alterado por uma pessoa.

A eleição de 1960 nos Estados Unidos é um bom exemplo do grande poder que um indivíduo pode exercer. Uns poucos votos mudaram os resultados em alguns Estados e, menos de um por cento determinou o resultado da Nação inteira. Não pensemos, pois, que temos pouco poder para mudar o curso da história de uma nação ou do mundo. Um voto ou uma dúzia de votos pode mudar o curso dos acontecimentos. Não precisamos citar os exemplos mais expressivos, de homens como Moisés, Buda Lao-Tsé, Jesus – para mostrar a enorme influência que exerceram em seu tempo e sobre a posteridade. Ninguém pode prever como, num único ano, uma pessoa ou um grupo de pessoas pode provocar mudanças expressivas num país ou no mundo. Seja qual for a transformação provocada, ela começa com o indivíduo e depois se amplia, afetando a experiência dos outros. Portanto, comecemos individualmente, com você ou comigo. Saibamos que o Novo Ano não tem, em si mesmo, qualquer poder para ser diferente do ano anterior. Em outras palavras, neste ano que começa, à semelhança de todos os anos anteriores, alguns virão a ser mais sadios; outros adoecerão; alguns prosperarão; outros empobrecerão. Terá bênçãos e problemas, mas estes não poderão perturbar igualmente todas as pessoas, nem todas as cidades nem todas as comunidades.

A Consciência é o Segredo

Qual a causa de o novo ano ser diferente para cada pessoa? A resposta, como sempre, pode ser encontrada numa só palavra: "CONSCIÊNCIA". Em nossa natureza, cada qual atinge um estado ou grau de consciência. Seja qual for a nossa experiência externa, ela é sempre determinada por nosso estado de consciência. A palavra "consciência" encerra, portanto, o inteiro segredo da vida individual e coletiva; o segredo da harmonia ou da discórdia.

Em nossos tempos de moço temos pouco ou nenhum controle sobre a nossa consciência, devido ao controle e domínio que nossos parentes mais velhos tiveram sobre nós. Eles nos determinaram um padrão em nossa consciência. Na realidade, nesse tempo fomos um prolongamento da consciência deles – de suas atitudes e defeitos. Além disso, alguns nascem cheios de esperança, paz, alegria e segurança, enquanto outros vêem o mundo com dúvidas, medos e ansiedades.

Todos conhecemos crianças que eram realmente bonitas em seus primeiros anos de vida – um reflexo da consciência de seus pais. Mais tarde, quando passaram a exercer a própria consciência, muitas vezes perdem esta beleza, este atrativo que tiveram em criança: tinham nível inferior de consciência em relação aos pais. Mas quando tem o, mesmo nível, conservam a mesma aparência da infância. Por outro lado, ha também "patinhos feios": pessoas que, ao atingir a fase adulta e assumir sua própria consciência individual, bem superior a dos pais, desabrocham em beleza quando se libertam da influência deles.

Complexos de inferioridade e de pobreza são também muitas vezes impingidos às crianças, pelos pais e, somente quando se libertem dessa influência é que podem florescer e expandir-se.

Como crianças, não somos responsáveis, uma vez que sofremos a influência dos adultos. Só quando adquirimos a idade para tomar as próprias decisões e viver as nossas vidas, libertando-nos das influências da infância (as inconvenientes) ou aproveitando-as (as que foram sadias) é que assumimos a consciência individual e a desabrochamos a nosso modo.

A educação, a formação, é necessária, mas devemos depois adquirir um padrão sadio de pensar, revendo as influências que sofremos na infância e recolhendo apenas a que nos seja edificante.

Poucos indivíduos atingem a liberdade interna suficiente para viver suas próprias vidas, ao atingir sua faze adulta. Usualmente, enquanto estão na terra, continuam a viver a vida dos outros, condicionados pelos padrões de sua comunidade, de sua família, de seus amigos. São incapazes de superar tais influências ambientais porque não foram orientadas no sentido de que cada indivíduo é uma consciência individual, com capacidades próprias, características singulares, dirigido por uma Consciência divina interna, para livrar-se de todas as influências externas, ambientais, da época, da propaganda e começar a viver "na liberdade com que Cristo nos libertou".

A nós, que tivemos a ventura de ser dirigidos a um ensinamento metafísico ou espiritual, é dada a oportunidade de "sair dessas influências" para tornar-nos nós mesmos. Já nas primeiras experiências com os ensinamentos espirituais, aprendemos que existimos como consciências e que Deus é a substância primordial, a Essência e a Lei desta consciência nossa. Portanto, podemos e devemos demonstrar a Graça de Deus, em vez de ficarmos restringidos e condicionados pelas influências físicas, mentais, morais ou financeiras sob as quais nascemos. Em verdade vivemos pela Graça de Deus. Podemos ficar acima de tudo o que se passa no mundo. Nosso bem não deve depender das condições externas favoráveis e nem pode ser despojado pelas circunstâncias adversas ou negativas. Devemos ficar acima da consciência das massas e começar a viver as nossas vidas como indivíduos.

Só então é que chegamos ao novo ano. É inútil nutrir a esperança de que os meses vindouros nos tragam algo de novo, simplesmente porque ainda não os vivemos. Nossa grande e única esperança está na transformação da consciência, que nos trará uma mudança interna. Esta melhora de consciência é que pode tornar o ano NOVO, melhor que no passado, mais rico, mais profundo, mais harmonioso e mais saudável. O novo, em nós, suscita o novo, fora: nas circunstâncias e nas pessoas!

- "A carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja de vosso querer" (Gálatas 5:17).

- "Sois o santuário de Deus. Retirai-vos dos ídolos e não toqueis em cousas impuras, e Eu vos receberei". (II Coríntios 6:16.17).

Reconheça a Presença interna

Concordando com a necessidade de transformação de consciência, para tornar o ANO NOVO melhor em todos os sentidos, cabe-nos determinar: “Qual deve ser esse novo estado de consciência?”.

Nossos estudantes sabem que uma consciência imbuída da Verdade sempre expressará condições harmoniosas em sua vida. Sabem que nossa vida é um reflexo do grau de Verdade imbuída em nossa consciência, isto é, a qualidade da Verdade com que nossa consciência está construída.

Se bem que seja verdade que Deus constitui a nossa consciência e, portanto, já possuamos a plena, completa e perfeita consciência espiritual, devemos compreender que essa perfeição é potencial, disponível, demonstrável. Cabe a cada um de nós revelar aos poucos essa perfeição, por um trabalho individual na Verdade; pelo empenho em nossos deveres, até que a Presença seja realizada em plenitude à nossa consciência.

Sem um contínuo reconhecimento desta Presença Interna, ficamos hipnotizados pela consciência de massa e sujeitos a ela. Ficamos sob a lei de acidente: se coincidir de ser um novo ano progressista, de boa saúde, talvez partilhemos disso. Mas se acontecer um ano economicamente depressivo, de epidemia, também disso partilharemos.

O modo de evitar fazer parte da consciência de massa – esse viver robotizado, movido pelas crenças mundanas – é começar e terminar nosso dia em estado de oração. É manter-nos vigilantes na consciência de nossa real identidade, como filhos de Deus, vivendo uma própria vida e não a vida dos outros, assim como não buscamos que os outros vivam nossa vida. Deus é que deve viver em ou como nós.

“Deus, no meio de mim, é poderoso”. Há uma Presença divina que vai diante de mim “para endireitar os caminhos tortuosos” (Is.45:2). Há um Poder e uma Presença espirituais dentro de mim, que é a lei de ressurreição sobre toda a experiência humana, sobre os meus negócios e meu corpo; sobre minha profissão e minha saúde. Há uma influência espiritual que restaura até mesmo “os anos perdidos do gafanhoto”.

Devemos aprender a conscientizar a Presença divina em nós, muitas vezes ao dia – até que se torne uma constante. É isto que nos sobreleva a consciência da massa e nos capacita a viver sob a orientação de Deus, pela Graça. A Lei, a substância, o poder de Deus nos suprem, quando O reconhecemos em todos os nossos caminhos e conservamos nossas mentes focadas nEle. Só isto nos separa da influência da massa e salva-nos da experiência coletiva, capacitando-nos a ser uma Lei em nós mesmos.

Portanto, Sede Vós Perfeitos

Vimos a ser uma Lei sobre nós mesmos a partir do momento em que conscientizamos Deus em nosso íntimo e aceitamos que Ele nos dirija; do momento em que reconhecemos nosso relacionamento como Filhos e Herdeiros dEle, em usufruto de todas as riquezas celestiais. Só pela consciente e compreensiva aceitação desta Verdade é que nos colocamos sob a Lei de Deus. Estamos sob às leis da humanidade, sob a Lei do Karma, sob a Lei de Causa e Efeito. Todas as leis que operam sobre a consciência humana, produzem seus efeitos sobre nós, individualmente, enquanto não atingirmos a realização espiritual e não demonstrarmos a plenitude da harmonia pela Graça.

O mandamento é: “Portanto, sede vós perfeitos como é perfeito a vosso Pai celestial”. Elevando-nos gradualmente à perfeição é que nos separamos das leis e crenças que governam o mundo. Não há meio de um ser humano chegar a ser perfeito enquanto não reconhecer a perfeição potencial de Deus em seu íntimo, como possibilidade de alçar-se de “gloria em glória”, sob a orientação divina, sob Seu Reino e Sua Lei. Só podemos ser perfeitos pela realização da perfeição divina que já está em nós. Este reconhecimento é importante para estímulo e esforço consciente de superação da influencia de massa.

Como dissemos, esta perfeição não se ganha num instante. Devemos começar no ponto em que nós estamos, sem reclamar essa perfeição a nós mesmos, mas “esquecendo-nos das coisas que ficam para trás” e conscientizando que “Eu e o meu Pai somos Um”. Esta unidade governa nossa vida com harmonia. É uma benção, mesmo na pequena medida inicial de nossa capacidade. Ninguém, neste momento, está exprimindo a plenitude de Deus. Mas podemos regozijar-nos se, em alguma medida, já podemos demonstrar a capacidade de separar-nos da consciência de massa; se, em alguma proporção podemos apartar-nos dos erros, doenças e limitações a que estaríamos sujeitos num viver comum.

Não caiamos no mesmo erro de alguns estudantes metafísicos que desanimaram e desistiram do esforço, por não haverem demonstrado harmonia e liberdade interior completas. Ao contrário, alegremo-nos a cada pequeno avanço neste sentido, em nossa experiência, pois é prova de que estamos nos aproximando da mais alta realização, que será seguramente alcançada, se persistirmos neste caminho.

De nada nos vale saber, ler, pensar, que a sintonia com o Divino interno é benéfico. É preciso praticar! É indispensável buscar essa sintonia, para conquistá-la aos poucos. Se não a buscamos, quando a realizaremos?

Nossa vida, neste ano, pode ficar sob a orientação e governo amorosos de Deus, na medida em que aceitarmos e praticarmos esta verdade e nela persistirmos. Não há meio de a Lei ou a Verdade espiritual tocar-nos com a Graça, se não as aceitamos e não as buscamos conscientemente. Depende só de nós: é algo intransferível; ninguém pode fazer por nós, por mais que nos ame e por mais estreitos que sejam os laços que nos unam.

Lembremos: mesmo depois de três anos de íntimo convívio com o Mestre, Judas O traiu; os demais discípulos (com exceção de João) O abandonaram, quando Ele mais precisava deles. Isso mostra do quão convictos devemos estar da Verdade, para abraçá-la e demonstrá-la em todas as circunstâncias.


Passos no Desenvolvimento da Consciência Espiritual

Quando o estudante deste caminho se põe sob a orientação de um Instrutor, é-lhe ensinado que o primeiro e importante passo que deve dar, é o do RECONHECIMENTO CONSCIENTE do governo de Deus; é submeter-se, sincera e voluntariamente à orientação do Divino interno, como Sua Lei e Substância. Deve praticar diariamente a conscientização da Presença interna, recordando-se constantemente dela como inspiração e ajuda; como poder que supera qualquer problema ou desafio na vida exterior.

Com esta prática ele chegará à firme convicção do que disse o Mestre: "Eu venci o mundo". Que desejou o Mestre significar com isto? Que havia alcançado um alto nível de consciência, onde não mais podia ser afetado pela consciência de massa, ou leis mentais e materiais. O comportamento dos governos, a segurança do mundo, o clima, as flutuações econômicas, os alimentos, as crenças reinantes, os eventos todos – nada disso já o podia afetar. Ele havia atingido tal alto nível de consciência que lá só podiam funcionar as leis espirituais.

Os primeiros passos para o alcance desse elevado estado de consciência são:

a) o reconhecimento da Presença interna;
b) o reconhecimento de que esse Espírito interno é o único poder, a única Lei e a única Realidade.

Desde manhã, através do dia, até à noite, somos bombardeados pelas crenças mundanas em poderes materiais, mentais e legais. Devemos estar alertas para não nos deixarmos afetar por elas. Cada um de nós deve conquistar algum grau de reconhecimento de que o único poder real é o espiritual: a Lei, a Vida espiritual, onipresente. As leis materiais e mentais não têm poder – a não ser o poder que lhes damos quando nelas acreditamos. Eis a Verdade que liberta os homens das restrições deste mundo. Este é o principio básico; a serena e firme convicção de que devemos chegar: o poder espiritual é a única realidade!

Deste modo podemos começar a compreender, ainda que em pequena medida, o que disse o Mestre: "levanta-te, toma o teu leito e anda!", "Estende a tua mão!" Jesus quis dizer: Qual o poder que pode existir fora de Deus? Há outro poder que não seja Deus? O erro será um poder? Ou a doença? Ou o dinheiro? Será que existe realmente um poder fora de Deus e de seu amoroso governo? Gradual e seguramente também chegaremos àquele ponto em que podemos dizer: "Levanta-te, toma o teu leito e anda!" – porque aquilo que reconhecíamos como poder ou limitação, fora de nós (em virtude de nossas crenças em dois poderes: o bem e o mal) – já não representam poder e nem limitação para nós. Enquanto aceitamos dois poderes, ficamos sujeitos a eles. Logo, o primeiro passo de realização que devemos fortalecer, é de que há somente uma Presença e um Poder internos, que governam nossa vida e circunstanciais. E esse poder é espiritual. Essa Lei é espiritual. Essa atividade é espiritual. Tudo o mais é desprovido de poder, de presença, de continuidade, de causa e de efeito – porque não tem lei que o sustente. A única Lei é Deus e Deus é amor!

Assim, o Ano Novo é modelado por aquilo que realizamos em nosso íntimo. É verdade que ainda continuamos com nossas atividades, atendendo aos nossos deveres no mundo, cuidando de nossos negócios ou de nossa profissão - seja ela qual for – mas agora de forma diferente: governados pela Consciência crística interna.


quarta-feira, dezembro 27, 2017

O renascimento do Eterno

- Núcleo -


Divinos personagens,

Está escrito: “Eu Sou o que Vive; estive morto, mas eis que estou vivo por toda a eternidade! E possuo as chaves da morte e do inferno.” (Apocalipse 1:18)

Poderia se indagar: Como é possível ao que é Eterno ter estado morto? Ou como é possível ao Eterno nascer novamente?

Do ponto de vista da percepção mental, que é dual, parecem fazer sentido estas indagações. Mas o ponto a ser notado aqui é precisamente este: a mente é quem faz estas indagações e é também quem vê sentido nestas indagações!

Do ponto de vista da percepção consciencial, que é unitária, estas indagações não fazem sentido.

Assim, a interpretação que se deve dar a esta revelação divina é esta: "Eu Sou o que Vive (conforme a percepção mental); estive morto, mas eis que (conforme a percepção consciencial) estou vivo por toda a eternidade! E possuo as chaves da morte e do inferno."

Outro ponto a ser notado aqui é que “morte e inferno” pertencem à Representação (mundo dos personagens) e não à Realidade Divina (universo do Ser Real). Aqui a Consciência do Ser está revelando que tem as chaves da representação! O Ser Real está plenamente consciente de que a representação é uma representação. Já a mente do personagem toma como real o que é uma representação. E é isso que torna possível a representação divina ser encenada com tamanho realismo!

Assim, o Ser que é Real, que É Quem É, e que se revela como Eu Sou, está revelando que É o que Vive! E que está Vivo por toda a eternidade!

Ao dizer que “estive morto”, o Ser revela que assumiu um personagem na representação que “morreu”, mas que Ele está Vivo por toda a eternidade! E revela ainda que aquele que morreu na representação tem as chaves da morte e do inferno. Aquele que morreu na representação é chamado em algumas passagens bíblicas de Cordeiro de Deus, por ser o personagem no qual Deus se ofereceu em sacrifício para revelar que a vida verdadeira é a Vida de Deus, que é Eterna. E o divino personagem Jesus Cristo que foi enviado pelo Pai disse: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor; mas Eu vos tenho chamado amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai Eu compartilhei convosco.”

E tendo compartilhado tudo o que ouviu, de Jesus foi revelado ainda que “a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o Único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

E conhecer Jesus é perceber que é ele Quem revela: Eu Sou o que Vive; estive morto, mas eis que estou vivo por toda a eternidade! E possuo as chaves da morte e do inferno.

E conhecer Jesus é renascer por saber que Ele é o Eterno que Vive EM nós e que sendo a Verdade tem as chaves da libertação tanto da morte quanto do inferno em que vivem os que estão imersos na representação!

Seja amigo de Cristo, ouça Suas palavras e compartilhe o que dele ouviu, tal como Ele divinamente o fez!

Transcenda os limites das ilusórias indagações mentais; e eleve-se do simples acreditar em um Cristo distante e separado de você à verdadeira fé que te faz perceber que o real Cristo está vivo Em você pela eternidade! Enfim, perceba e promova o “renascimento do Eterno” que Vive em você!

Pelo natal, meus votos de um feliz “renascimento do Eterno” em você!





segunda-feira, dezembro 25, 2017

O significado espiritual do Natal

- Núcleo - 


No sentido material comemora-se em 25 de dezembro o Natal, o nascimento de Jesus, o Filho de Deus. Jesus veio ao mundo para dar testemunho da Verdade. E no sentido espiritual Verdade é “Aquilo que É”. Aquilo que É significa que sempre É; É sempre o mesmo atemporalmente, de forma permanente. Nesse sentido apenas Deus é a Verdade, a única Realidade, “Aquilo que É” e sempre É, tudo mais é impermanência.

Da consciência de que Deus é a única Realidade Jesus declarou: "Eu Sou a Verdade". Declarou também: "Quem vê a mim vê Aquele que me enviou" e, "Eu e o Pai somos Um". Essas declarações contém em si o significado espiritual do Natal. O sentido espiritual de Natal é o de nascimento; nascimento do Cristo, o Filho de Deus, em nós. Por isso revelou Jesus a Nicodemos: “Aquilo que é nascido da carne é carne, e aquilo que é nascido do Espírito é Espírito. Por isso importa ao homem nascer de novo”. Esse novo nascimento em Cristo, essa conscientização da Presença do Filho de Deus em nós, esse nascimento ou renascimento espiritual é o significado espiritual do Natal.

A chave que possibilita a apreensão desse sentido espiritual do Natal como nascimento espiritual do Cristo em nós é a conscientização de que as declarações de Jesus sobre Quem Ele É são na Verdade Percepções! São Percepções de que Deus é a Verdade, a única Realidade, e sendo assim, de que o verdadeiro nascimento é o nascimento espiritual. Por isso Jesus enfatizou que “importa ao homem nascer de novo”, não no sentido material, não da carne, mas do Espírito.

É essencial estarmos atentos ao fato de que em cada uma daquelas declarações que revelam sua Consciência ou Percepção sobre sua natureza espiritual, Jesus está compartilhando Percepções da Verdade! Essas Percepções são em si a própria Verdade se expressando através de Jesus e como Jesus! Com essa consciência de total identificação com a Verdade Jesus compartilhou a Percepção: “Eu e o Pai somos Um”. Por sua total identificação com essa Realidade Única, através de seus ensinamentos e declarações Jesus compartilha as Percepções do que é a Verdade. Por serem expressões da Verdade, essas “Percepções” tem validade impessoal e atemporal. 

O advento de Jesus, sua vida e seus ensinamentos, nos possibilitam esse renascimento espiritual. Assim, podemos comemorar o natal não apenas do ponto de vista material, pelo nascimento de Jesus. Podemos comemorar principalmente o fato de que Jesus compartilhou suas Percepções de Filho de Deus, possibilitando a todos a conscientização de que sendo Deus a Verdade, a Realidade única, não há senão aquilo que nasce da Verdade! 

Sendo assim, a cada um de nós nos importa esse nascimento espiritual, esse renascimento ou conscientização da Verdade expressa pela Percepção compartilhada por Jesus de que “Deus disse: "Sois deuses, sois todos Filhos do Altíssimo.”

A todos um Feliz Natal!



sexta-feira, dezembro 22, 2017

Natal

- Joel S. Goldsmith - 


Uma mensagem de Natal deve ser uma mensagem de paz, em que nossos pensamentos se voltam do conceito de paz que o mundo busca, para a realização da verdadeira paz, “a Minha paz”, que vem assim que os homens se encontram prontos a recebê-la.

O mundo busca uma paz que jamais pode ser encontrada enquanto o senso de paz estiver baseado na cessação de guerra. Esta paz, ainda quando esteja realizada, é temporária, pois está baseada somente em conferências e relacionamentos entre homens e nações. A verdadeira paz é consumada, exclusivamente, quando nos despimos da armadura da carne, no momento em que deixamos de erguer a espada em defesa dos temores e ódios do mundo e cessamos de guerrear com as condições terrenas.

A paz duradoura reina somente quando os relacionamentos entre os homens estão alicerçados na conexão de cada um com Deus. A paz é realizada quando nos encontramos unidos com nossos companheiros através da experiência da vivência de Deus. A paz é alcançada quando contemplamos antes o Filho de Deus governando nossa vida e, em seguida, também a de nosso irmão.

O mundo está procurando a paz “lá fora”, mas ela deve ser encontrada dentro do nosso próprio ser individual, na medida em que hospedamos o Príncipe da Paz. Portanto, deixemos de procurar a paz que “o mundo está buscando” e empenhemo-nos em encontrar “A paz de Deus que ultrapassa todo entendimento humano”. “A Minha Paz vos deixo, a Minha Paz vos dou: não como o mundo vos dá. Que não se turvem vossos corações e nem se receiem”. (Ler Isaías 42: 1-9, em seguida, Isaías 61-62: 1-4 e 62: 12).

As advertências e as promessas do Velho Testamento são muitas vezes mal interpretadas como se fossem dirigidas a algum homem em particular ou a uma determinada raça. Os amigos Hebreus consideravam-se filhos de Deus distintos e favorecidos por Ele; tal má interpretação levou à adoração de certas pessoas chamadas de salvadores, como se fossem, por si mesmas, o Cristo. Isto gerou o sectarismo em determinadas religiões, com limitadas diferenças e inimizades.

Deus não ungiu especificamente um homem ou um povo: Deus tem ungido o Seu Bem-amado, o Cristo. O Cristo é uma entidade espiritual, um impulso espiritual – Um espírito que está no homem. É Ele que, em nós, é abençoado, ungido e sustentado pelo Pai.

Ocasionalmente, este divino Impulso Espiritual - o Cristo -, se manifesta de uma forma mais pronunciada num indivíduo aqui, noutro acolá; porém, Ele existe na consciência de cada um na face do globo terrestre. Chega um período específico na vida de cada indivíduo no qual ele recebe a anunciação espiritual, e então o Cristo é concebido, nutrido e desenvolvido. Num dia de Natal, o Cristo nasce; em outras palavras, a presença do Cristo é realizada dentro do nosso ser.

O nascimento de Cristo não ocorre cronologicamente no dia 25 de dezembro nem em lugares de terras santas, mas ocorre, sim, na consciência elevada do indivíduo. Este estado de consciência elevado é a Cidade Santa – a cidade cuja busca foi esquecida, o lugar de nascimento e o lugar onde habita o Cristo. Onde quer que o Espírito de Deus apareça na consciência humana, todas as bênçãos e profecias em relação aos ricos frutos do Cristo se evidenciam.

Na luz do Cristo o cenário humano se revela como algo fantástico. É somente depois da realização do Cristo em consciência que o sentido profundo da verdadeira humildade é compreendido. Antes desse acontecimento, sempre haverá um sentido pessoal do ego; mas, com o nascimento do Cristo, todo sentido de exibição pessoal, todo desejo de algo ou de alguém e toda a espécie de ambição humana são perdidos. A partir desse ponto de transição em consciência, onde havia necessidades, desejos pessoais ou uma vida incompleta, passa-se a não mais ter uma vida própria para ser plenificada com seus apegos e suas necessidades de êxitos e sucessos. Neste estado de consciência não existe nem mais um senso de necessidade de Deus, porque há a realização de se contemplar Deus agindo através de si. Esta atividade nunca é para benefício pessoal, mas se torna uma bênção para aqueles que ainda não experienciaram a concepção e o nascimento de Cristo dentro do seu próprio ser e, portanto, não realizaram a natureza universal de Cristo.

Elias revelou a natureza do Cristo como sendo a “pequenina e silenciosa voz” que está dentro e ao alcance de cada indivíduo que se torna receptivo a ouvir; Daniel revelou o Cristo como uma “pedra cortada da montanha sem mãos”. Nas palavras de Isaías (42; 2-4): “Não chamará, não se exaltará, nem fará ouvir sua voz na praça. A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade, produzirá o juízo”. Quando Cristo Jesus falava daqueles que “tinham olhos, mas não viam”, referia-se a uma capacidade interna que contempla aquilo que jamais os olhos humanos seriam capazes de captar.

A natureza do Cristo é uma atividade espiritual, totalmente sem cumprimento físico, e mesmo assim suficiente para destruir os quatro reinos temporais. As palavras e os pensamentos de Elias, de Daniel, Isaías e outros grandes personagens bíblicos transitam no meu ser e se unem na revelação de uma Essência espiritual única, de uma Presença e de um Poder. Mesclados com estes pensamentos estão também os das crianças que vêm ao mundo com deficiências. Estas crianças, com seus clamores, indagam: “por que isto?, por que eu?, por que comigo?”, e suas vozes penetram a consciência da Terra, e esta não tem resposta aos seus problemas e às suas necessidades de cura. Um clamor semelhante se faz dos povos do mundo inteiro, ansiosos por uma cessação de guerras e esperançosos de uma paz mundial, e a Terra também não tem resposta para eles.

Mas há uma resposta! A resposta é o Cristo! Cristo é a influência espiritual dentro de você, de mim e de todas as almas e corações abertos para a anunciação, para a experiência da concepção e nascimento do Cristo. O Espírito do Senhor Deus Todo-poderoso está sobre o Cristo do seu ser individual e esta suave Presença é manifestada, não pela força e nem pelo poder, mas sim pela unção do próprio Espírito.

É este Cristo a resposta à paz mundial, assim como também é a resposta a todos aqueles pequeninos que clamam por suas heranças divinas de saúde, harmonia e plenitude.

A maior missão do Cristo é curar o mundo, portanto, se torna necessário, para aqueles que sentiram o toque do Cristo para servir, abrir caminho para a atividade do Cristo, que é permear a consciência humana com o conhecimento e o amor do Cristo. A prece é o canal ativo em nossa consciência, que traz a Presença e o Poder de Deus aos afazeres humanos.

Eventualmente você poderá receber pedidos para uma ajuda específica; e, para estar preparado, é preciso aprender a manter a comunhão com o Príncipe da Paz, com nenhum outro propósito a não ser o da própria comunhão com Ele. Você deve reservar períodos todos os dias para a meditação e nesses momentos se isentar de qualquer preocupação com os problemas relacionados com sua própria vida. Sua única razão para meditar deve ser experienciar em consciência a comunhão com Deus.

Nesta comunhão, a atividade de Cristo em você se torna o agente curador por todos aqueles que lhe solicitem ajuda.

Pensem acerca da consciência curadora que pode ser implementada no mundo, quando cada estudante da verdade se conscientizar, em primeiro lugar, que “o único filho bem-amado, que está no âmago do Pai”, é o Cristo do seu ser individual.

Tudo que o Pai tem, está derramado sobre esta Centelha divina, vital, eterna e imortal, e o lugar onde Ele habita é dentro de você, em sua consciência!

Lembre-se sempre de que “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei no meio deles”.

A atividade amorosa do Cristo, em você, é suficiente para derrubar os reinos temporais. Mas, uma coisa é exigida: cada Cristo deve ter o seu Jesus. A criança espiritual deve ter o Seu representante na Terra, e Ela deve ser liberada ao mundo através da conscientização daquelas pessoas que chegaram a realizar o Cristo em si mesmas.

É nossa função recolhermo-nos, diariamente, sem nunca falhar, com o propósito de receber o Príncipe da Paz e, dessa forma, criar-Lhe a possibilidade de atuar em nossos negócios e relacionamentos humanos.

Não é necessário dirigi-Lo ou esclarecê-Lo; a nossa parte consiste em esperar, silenciosamente, sem esforço e sem poder, e deixá-Lo ocupar nossa consciência! Você pode vislumbrar o que acontece quando o Cristo realmente realizado começa a tocar a consciência de todas as pessoas na Terra, removendo delas as causas e os efeitos do erro humano? O Cristo, ao nos tocar a consciência, liberta-nos dos ódios e dos medos do mundo, abençoando assim inúmeras pessoas.

A prece feita dessa forma nos abre à visitação e à comunhão com o Príncipe da Paz, fazendo de nossa consciência a Cidade Santa, onde o Cristo habita, e através da qual Ele acha o caminho de entrada em todas as consciências humanas.

Enquanto a videira recebe a sua substância pelo Pai, cada galho está sendo alimentado. O Santo de Israel, o Espírito de Deus no homem, o Cristo, está sempre presente, porém, disponível somente na medida em que nos abrimos para recebê-Lo, deixando-O em nós habitar. Nosso único propósito, ao entrarmos em comunhão com o Cristo, é o de Lhe propiciar uma entrada ao mundo, para que possam ser demolidas as crenças humanas cristalizadas e ser estabelecido o Reino de Deus sobre a Terra.

Saibamos que não nos cabe um trabalho pessoal, temos somente que nos aquietar e “deixar fluir”. No verdadeiro sentido da humildade, não há um “eu” dirigindo esta atividade; ao contrario, há um sentimento profundo de paz e quietude, onde nos tornamos exclusivamente desejosos de deixar o Cristo se encarregar dos negócios do Pai.

Nunca você ou eu poderemos nos ocupar dos negócios do Pai – somente o Cristo pode executar as funções de Deus sobre a Terra, estabelecendo Seu reino nos corações de todos aqueles que são receptivos e responsivos à Sua presença curadora.

E assim, no dia de Natal, façamos votos de boa sorte ao Príncipe da Paz em Sua jornada de amor nas consciências humanas, de modo que cada indivíduo que tenha seu pensamento e mente, Espírito e Alma, abertos à concepção e nascimento de Cristo, possa conhecer essa Presença amorosa capaz de lançar a paz na Terra e a boa vontade entre os homens.


segunda-feira, dezembro 18, 2017

A natureza da Verdade e do Erro

 - Joel S. Goldsmith -


Quando buscamos a Verdade com fervor, o caminho se abre. Tempo e dinheiro aparecem para garantir nosso estudo. O mesmo Espírito que nos aumenta o suprimento também nos liberta de todo tipo de erro. Não faça da crença uma realidade, pensando sobre ela ou condenando-se, ou aos demais: não lute como se ela fosse real. Lembre-se: é pura ilusão, mito ou crença. Não uma crença sua, mas sim um pensamento coletivo. Não lute contra ela, não a enfrente; sente-se tranquilamente e volte-se ao Amor divino. Perceba que este espírito do Amor Divino está atendendo agora a cada necessidade humana.

Sempre que dispuser de alguns minutos, volte-se internamente ao Cristo, o Ideal divino, e sinta a Sua proximidade. Não pense em erro, pecado, doença ou qualquer outra desarmonia: preencha seu pensamento com a presença de Deus, e isto dissolverá o erro.

Se, às vezes, o problema aparenta se agravar, é porque você o está considerando como algo a ser dominado e destruído! Um erro não é uma coisa ou condição, mas uma simples crença; assim, é claro que se o encarar como sendo alguma coisa, estará tornando real aquilo que é puro nada.

Lembre-se constantemente que você é Espírito, Vida eterna. Você não necessita de cura. O homem é a expressão do Ser de Deus, sendo, portanto, integral e harmonioso.

Por outro lado, o erro alega ser o homem; alega usá-lo como canal de sua expressão; apesar disso, ele não é pessoa, lugar nem coisa. O erro não é identidade nem entidade. É desprovido de vítima, canal, saída, alvo, lei, causa ou efeito. Eis um bom motivo para que deixe de temer evidências falsas de doença ou discórdia: a certeza de que “Deus criou o homem à Sua própria imagem”, e, portanto, o homem é espiritual.

O que vem recebendo o nome de matéria, corpo físico, condição física, não tem existência alguma, exceto como argumento mental ou aparência falsa. Não há órgãos ou funções físicas no Espírito. Deus Se manifesta como Mente; o que surge como materialidade é mero conceito equivocado daquilo que, de fato, é espiritual e eternamente bom.

O erro alega estar se apresentando como pessoa ou como condição física, mas jamais é algo além de mera sugestão mental, aparecendo ao sentido humano como matéria ou condição material. Sendo apenas sugestão, ele está sujeito ao conhecimento da Verdade.

A condição não é modificada, mas o conceito é mudado ou corrigido, dando lugar àquilo que sempre esteve existindo: a perfeição.

“Cristo, ou Ideia espiritual, apareceu à consciência humana como o homem Jesus”, escreve Mary Baker Eddy. Assim, hoje o Cristo aparece ao pensamento humano como você e eu, sendo sempre o Cristo indestrutível, imperecível, o divino Filho, o Ser perfeito.

O erro da crença humana, individual ou coletiva, que alega existir alguma doença, não tem o poder da Verdade. Ele é, portanto, sem causa, e é incapaz de produzir algum efeito como pecado, doença, falta ou limitação.